VÁRZEA GRANDE
Ministério da Saúde acompanha Programa Mais Médicos Especialistas em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Representantes do Ministério da Saúde estiveram em Várzea Grande para uma visita técnica de acompanhamento das atividades desenvolvidas por meio do Programa Mais Médicos Especialistas. A agenda incluiu visitas ao Centro Especializado em Saúde (CES) e ao Hospital e Pronto-Socorro Municipal, além de reuniões com gestores, profissionais de saúde e integrantes do Comitê Gestor do programa no município.
A visita foi conduzida pela referência central do Ministério da Saúde para a região Centro-Oeste, Cleideonice Gonçalves, responsável pelo acompanhamento das ações do programa nos estados da região.
Durante a manhã, a equipe esteve no Centro Especializado em Saúde (CES), onde realizou reuniões com gestores e referências técnicas dos serviços para alinhamento das diretrizes operacionais e pedagógicas do Programa Mais Médicos Especialistas. Também foram discutidos fluxos assistenciais, organização dos campos de prática e estratégias para o fortalecimento da formação profissional e da assistência prestada à população.
Na ocasião, os representantes do Ministério da Saúde percorreram toda a estrutura do Centro Especializado em Saúde, orientando os profissionais participantes do programa sobre as diretrizes e normas de funcionamento, além de acompanhar a execução das atividades assistenciais e formativas. A equipe também realizou uma avaliação da adequação dos serviços ofertados e a verificação in loco dos campos de prática.
Em seguida, a agenda prosseguiu no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, onde os técnicos foram recebidos pelo diretor da unidade, Dr. José Mário Podamoski. No local, foram realizados novos alinhamentos relacionados às atividades dos profissionais vinculados ao programa, às práticas assistenciais e aos atendimentos desenvolvidos na unidade, além da apresentação da estrutura hospitalar.
No período da tarde, a equipe do Ministério da Saúde reuniu-se com a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, e demais integrantes do Comitê Gestor do Programa Mais Médicos em Várzea Grande.
Encerrando a programação, foi promovido um encontro com todos os médicos participantes do programa que atuam na Atenção Primária à Saúde do município. Na oportunidade, foram realizados alinhamentos técnicos, esclarecimento de dúvidas e orientações voltadas ao fortalecimento das ações desenvolvidas nas unidades de saúde.
Para a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, a visita representa um importante momento de integração entre o Ministério da Saúde e a gestão municipal.
“A presença da equipe do Ministério da Saúde em nosso município demonstra o compromisso conjunto com a qualificação da assistência e da formação dos profissionais que atuam na rede pública. Esses momentos de acompanhamento e orientação fortalecem o trabalho desenvolvido em Várzea Grande e contribuem diretamente para a melhoria dos serviços prestados à nossa população”, destacou a secretária.
A referência central do Ministério da Saúde para a região Centro-Oeste, Cleideonice Gonçalves, ressaltou a importância do acompanhamento permanente das atividades desenvolvidas pelos municípios participantes.
“As visitas técnicas permitem acompanhar de perto a execução do programa, orientar os profissionais e gestores, além de fortalecer os campos de prática e a integração entre ensino e serviço. Várzea Grande tem demonstrado empenho na organização das ações e no fortalecimento da rede de atendimento, o que contribui para o alcance dos objetivos do Programa Mais Médicos Especialistas”, afirmou.
A visita reforça o compromisso do Ministério da Saúde e da Prefeitura de Várzea Grande com a qualificação da assistência, a formação médica e a ampliação do acesso da população a serviços de saúde cada vez mais resolutivos e humanizados.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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