VÁRZEA GRANDE
Merenda escolar compartilhada une professores e alunos em Várzea Grande
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Professores e alunos na mesma mesa e dividindo a mesma refeição. Essa é nova realidade da Rede Municipal de Ensino: aprendizado para além da sala de aula
Antes mesmo de ser sancionada, a Lei Municipal 5471/2026 que dispõe sobre a autorização de alimentação escolar aos profissionais da Educação no exercício de suas funções, a prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer já havia autorizado os servidores a compartilhar com os alunos a refeição servida no intervalo. “A Lei apenas ampara e normatiza uma ação já desenvolvida por essa gestão”, afiançou a prefeita, Flávia Moretti (PL), que sancionou a nova lei.
O secretário de Educação, Igor Cunha lembrou que que essa é uma medida que tem sido adotada em várias cidades do Brasil e que a prefeita Flávia Moretti e o vice-prefeito Tião da Zaeli também colocaram em pratica. “Essa medida é um ato de reconhecimento aos profissionais da educação, não de privilégios. O desenvolvimento dos hábitos alimentares também depende dessa integração e do estímulo dos pais e professores”, destacou.
O momento da famosa ‘merenda’ se tornou uma ocasião de conexão, afeto e construção de relacionamentos, até de incentivos, por hábitos alimentares mais saudáveis, passados de professores aos alunos.
Raquel de Oliveira Cunha Barbosa é professora do 5º ano na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) “Jaime Veríssimo de Campos Júnior – Jaiminho – conta que desde que passaram a desfrutar do cardápio com os alunos, a convivência melhorou e muito. “No momento da refeição aproveitamos para falar de assuntos que, muitas vezes não estão relacionados às matérias de sala de aula, mas de outros assuntos da vida de cada um, nossas preferências, gostos e aventuras. É um momento de descontração tanto para os alunos como para nós educadores”.
Quanto ao direito à alimentação na escola, a professora disse que é de suma importância essa medida, “uma vez que nós acabamos conscientizando os alunos a consumir uma alimentação saudável. Hoje, por exemplo, mesmo tivemos peixe no cardápio, fonte de ômega 3 e muito bom para o desenvolvimento deles. Além de estudar na sala de aula os benefícios de uma alimentação saudável eles estão podendo conferir no prato, e esse também é um momento de aprendizado”.
Para a diretora da unidade escolar, Marina Bernardes, a lei sancionada pela prefeita Flávia Moretti, autorizando a alimentação na escola, é uma forma de valorização do profissional. “Muitos dos professores que trabalham aqui passam por um período longo na escola, e podendo se alimentar junto com os alunos acabam fazendo uma troca de experiência com os estudantes. Melhorou a convivência e estimulou a integração entre professores e alunos”, destacou.
A aluna Isabela Sena Cattani, tem 10 anos e está cursando a 5º série na unidade. Ela conta que gosta do cardápio oferecido na escola e que faz questão de não deixar comida no prato. “Gosto de tudo que é servido aqui e gosto de também fazer a minha refeição ao lado da professora. Neste momento falamos de vários assuntos, dos que são abordados na sala de aula e de nossas vidas fora da escola”, comentou.
Na EMEB ‘Jaime Veríssimo de Campos Júnior’ estão matriculados mais de mil alunos da pré-escola até o 5º ano do ensino fundamental.
CARDÁPIO – A nutricionista Fernanda Soares de Freitas disse que a merenda escolar é elaborada de forma criteriosa, priorizando alimentos frescos e com alto valor nutricional. “Hoje mesmo a nossa alimentação foi à base de peixe, mantendo o cardápio regional. Mas todos os dias os alimentos são ricos em proteínas, essenciais para o bom desenvolvimento das crianças”.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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