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Mais de 500 ciclistas celebram os 157 anos de Várzea Grande no Pedal da Guarda

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No final do percurso, o prefeito kalil Baracat recepcionou os participantes com agradecimentos e destacando a importância da integração do Projeto com a população de Várzea Grande

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, participou na noite dessa quinta-feira, 09 de maio, da largada do Pedal da Guarda Municipal conhecida por “Pedal da Família”. A edição integrou a programação de aniversário de 157 anos de fundação da cidade. Com o prefeito estavam cerca de 500 ciclistas, que fizeram um percurso 25 km pelas principais ruas e avenidas da cidade. Na chegada no Paço Municipal, foram feitos agradecimentos e comemorado com grande alegria, com uma mesa repleta de frutas.

Para o gestor, a iniciativa da Guarda em idealizar uma atividade que agrega a população de Várzea Grande, fez com que a administração pública, reconhecesse por Lei a importância do Projeto. “Ano passado foi sancionada a Lei nº 5.099/2023, que estabeleceu a celebração do aniversário da criação do Pedal da Guarda Municipal de Várzea Grande. Nestes seis anos de existência do Projeto já se tornou uma tradição importante para a instituição. E nada mais justo que incorporar a atividade nas comemorações do aniversário de Várzea Grande”, disse o prefeito.

O Guarda Municipal Juliano Lemos, e coordenador do Projeto, disse que é muito gratificante ver o quanto a população aprova o Pedal da Guarda. “Iniciamos com 50 ciclistas, hoje temos em torno de mais de mil ciclistas que participam conosco. O pedal hoje representa um marco para a cidade, pois promove a integração da corporação com a comunidade local, além de incentivar a prática de atividades físicas e a conscientização sobre a importância da segurança pública. Hoje os membros da Guarda Municipal e cidadãos de Várzea Grande, juntos comemorando os 157 anos de Fundação da Nossa Cidade, em harmonia e acima de tudo fortalecendo os laços entre a corporação e a nossa população, e a Administração Pública”, disse ele.

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Presentes também ao evento, o deputado federal, Jonildo José de Assis, e o deputado estadual, Fabio Tardim, são da mesma opinião, quando o assunto é o Projeto Pedal da Guarda Municipal, “Representa a valorização da Guarda Municipal e o estímulo a ações que contribuam para o bem-estar da comunidade. Hoje aqui neste evento com tantos participantes, ratifica o reconhecimento do trabalho realizado pela Guarda Municipal e destaca a importância do Pedal como um evento de relevância para a cidade. É uma comemoração com a população, que busca pelo pedal, mais qualidade de vida, segurança e bem estar”, disseram eles.

O secretário de Defesa Social, Cel Alessandro Ferreira da Silva, disse que a meta do Projeto vem sendo cumprida. E que cresce a cada dia, agregando a população que busca um lazer com segurança, porém, nunca se esquecendo do seu propósito inicial que é a promoção da paz no trânsito e respeito, com esta parte da população, que tem o seu meio de transporte a bicicleta.

“O objetivo do “Pedal da Guarda” é o de promover a integração entre a Guarda Municipal e a população, além de incentivar a prática de atividades físicas, qualidade de vida e educação para o trânsito. Muitos procuram ciclismo como recomendação médica. E nós orientamos sobre as Leis do Trânsito, para a atividade e o que é permitido. Por exemplo, é fundamental que o ciclista use capacete, e os equipamentos de segurança, além de cuidar da sinalização de sua bike, e o principal, nunca ande na contramão. E por outro lado, os condutores de veículos, são orientados a protegerem e respeitarem os ciclistas”, disse ele.

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PARTICIPANTES DO PEDAL – O casal Alessandra Silva e Renato Costa, moradores de Várzea Grande, já frequentam o Pedal da Guarda há mais de dois anos, eles destacam como vantagem em participar do projeto, o ambiente familiar, segurança e interação com outros ciclistas.

“Inicialmente buscamos conhecer o projeto, e queríamos cumprir a recomendação médica feita ao meu marido. O tempo foi passando e fomos estabelecendo amizades, vínculos. Realmente é o Pedal da Família. Tem acolhimento, tem interação social e tem atividade física”, comentou Alessandra Silva.

Maria Aparecida Xavier, também moradora de Várzea Grande, conta que resolveu participar do Pedal da Guarda, para sair um pouco de casa e também formar novas amizades. “Foi o que aconteceu, já estou dentro do projeto há mais de um ano, e não pretendo desistir. Aqui fui bem acolhida, fiz novas amizades sim, o que eu mais queria, e acima de tudo me sinto bem melhor tanto com a minha saúde e o meu bem star”, disse ela feliz.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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