VÁRZEA GRANDE
Mais 50 pacientes vão sair da fila de espera e realizar exames especializados na rede privada de Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Na clínica médica FEB Saúde serão realizados, a partir das 7h, 30 exames de endoscopia e 20 de colonoscopia.
A prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza, neste sábado (16.05), o primeiro grande mutirão do ano de atendimento especializado. Pacientes já com exames de endoscopia e colonoscopia agendados no SUS municipal, farão os procedimentos na clínica conveniada FEB Saúde.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), frisa que há um ano, exatamente em maio do ano passado, a sua gestão deu início aos mutirões de saúde, tanto para agendamentos, como pra consultas e realização de exames e procedimentos. “Tiramos pacientes que estavam em fila de espera há cinco anos por mamografias, ultrassons e outros que aguardam a chance de uma cirurgia de catarata, que há anos estava indisponível na rede municipal de saúde. Mais que fazer a fila andar com a garantia de atendimentos, estamos preenchendo lacunas no SUS de Várzea Grande, ofertando procedimento inéditos, via Fila Zero, como alguns tipos de cirurgias ortopédicas e a cirurgia bariátrica”.
Na clínica médica FEB Saúde serão realizados, a partir das 7h, 30 exames de endoscopia e 20 de colonoscopia.
Todos os pacientes que passarão pelos procedimentos neste sábado, já foram regulados e contados pelas equipes responsáveis. Não é um mutirão para solicitação, e sim, de realização de exames, todos eles garantidos por meio da parceria da prefeitura com o governo do Estado, via Fila Zero e via Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (CISVARC).
“Não há melhor maneira de se comemorar os 159 anos de Várzea Grande com ação das equipes da Saúde. Seguimos reduzindo filas de esperas e ofertando ao várzea-grandense uma gama de exames, consultas e procedimentos especializados, para de fato, proporcionar qualidade de vida”, destaca a secretária municipal, Valéria Nogueira.
A gestora da FEB Saúde (prestadora de serviço ao SUS), Viviane Moraes, reforça que os pacientes que serão atendidos neste mutirão, além de estarem em fila de espera do SUS, são pacientes que aguardam esses resultados para, por exemplo, realizarem cirurgias bariátricas, ou terem diagnósticos confirmados. “Esse atendimento pelo SUS na FEB Saúde, vem ocorrendo de forma rotineira, mas em especial nesse sábado, ampliamos de 30 para 50 pacientes”.
ATUALIZAÇÃO DE DADOS – A Secretaria Municipal de Saúde reforça que os pacientes em fila de espera, em Várzea Grande – para qualquer tipo de consulta, exame e ou procedimento – devem estar atentos aos contatos telefônicos, pois a busca ativa ocorre via o número de telefone – fixo ou celular – informado pelo portador do Cartão SUS. “Precisamos que haja atualização desses contatos por inciativa do paciente, já que as equipes fazem ligações, inclusive de números desconhecidos. “Nosso principal meio de contato com os pacientes em espera é o celular. Sem as informações atualizadas o usuário do SUS corre o risco de perder a vez, por não ser localizado, e ter de recomeçar todo o processo de encaminhamento: Atualizem o Cartão SUS. É simples e fácil, basta procurar a unidade de Saúde mais próxima para essa atualização no sistema”, reforça a secretária Valéria.
SERVIÇO:
Mutirão da Saúde
Data: Sábado, 16/05
Horário: 7h às 16h30
Local: Clínica Médica FEB Saúde
Endereço: Av. da FEB, 1275 – Bairro Ponte Nova
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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