VÁRZEA GRANDE
Mães são homenageadas com show musical durante festividades de 155 anos de Várzea Grande
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Com a meta de ampliar as políticas educacionais de reforço ao ensino, acompanhado da ocupação integral dos alunos com atividades extracurriculares, entidades do Poder Público Municipal como o Caderno II estão sendo reforçadas para ampliar suas atividades por determinação do prefeito Kalil Baracat, seguindo planejamento apresentado pela primeira-dama e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat.
O Caderno II foi instituído para reforço escolar e profissionalização de alunos da Rede Pública Municipal que têm desempenho destacado nos estudos.
“É uma emoção ver meu filho se apresentar nesta data tão especial e para um público diferenciado, ainda mais para ele que era tímido e de poucos amigos. A sua transformação é visível e tudo isso começou a partir do momento em que ele passou a participar do programa Caderno II, idealizado pela Secretaria de Assistência Social de Várzea Grande. Graças a essa iniciativa meu filho está podendo vivenciar um sonho, na carreira musical, e eu como mãe dou total apoio”. O depoimento emocionado é da dona de casa, Franciele, mãe do guitarrista do grupo musical do Caderno II, João Antônio Nascimento.
Ela conta que o filho entrou no projeto com 14 anos e desde então começou a participar das oficinas oferecidas no local, com aulas direcionadas à musicalização. “Ele passou a tocar instrumentos e a cantar, mudou completamente e hoje é um menino mais feliz. Como mãe sinto que ele tem potencial e que o grupo tem potencial para o mercado musical”.
A dona de casa Lucileide é mãe da Júlia Lima, uma das vocalistas do grupo musical do Caderno II, que também compartilha a emoção de ver a filha já se apresentando em eventos públicos. “Minha filha era uma pessoa que falava pouco e não demonstrava seus sentimentos, porém ao participar do programa Caderno II ela passou a interagir mais e a perder a timidez, passou também a demonstrar as suas qualidades e a música tem um papel preponderante nesta sua mudança. A família toda veio ao shopping para ver a sua apresentação, e ainda mais nesta data tão especial, o dia das mães. Eu estou transbordando de felicidade”, comemorou.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que o grupo tem participado de vários eventos promovidos pela Prefeitura Municipal, e que tem agradado o público presente, mas a ideia de levá-los ao shopping foi uma forma de divulgar o trabalho realizado no Caderno II e ao mesmo tempo, de fazer uma homenagem às mães, ainda mais em uma dada representativa, o Dia das Mães.
A titular da pasta disse ainda que o grupo é formado por jovens que têm potencialidade no setor musical e que a descoberta desses artistas, tem sido possível por meio dos programas educacionais e sociais desenvolvidos pela Prefeitura Municipal.
Um dos exemplos citados pela secretária é o projeto E.T.A. – Escola em Tempo Ampliado – que vem apresentando números expressivos de estudantes que têm se destacado em concursos de redação e matemática. “E muitos deles também se destacando nas artes em geral, e tudo isso se deve ao trabalho que vem sendo realizado no município, e em todos os setores. E tudo isso se deve a determinação do prefeito Kalil Baracat em garantir recursos necessários para a efetivação dos projetos desenvolvidos no município, e com total aprovação da população”.
AGENDA: No dia 15 de maio, o grupo musical do Caderno II participará do Desfile Cívico em comemoração ao aniversário de 155 anos de fundação de Várzea Grande, em um setor onde a Secretaria Assistência Social apresentará os programas desenvolvidos pela pasta, dentre eles o Caderno II.
Nos dias 28 e 29 de maio, se apresentam no Festival Gastronômico e Cultural, que será realizado na Praça Sarita Baracat, localizado na região Central. O evento está inserido na programação de aniversário da cidade.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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