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KALIL QUITA 13º SALÁRIO E ALERTA QUE RETENÇÃO DO ICMS PODE PREJUDICAR O PAGAMENTO DE DEZEMBRO

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Prefeito de Várzea Grande criticou os profetas do Apocalipse que apostam no quanto pior melhor, mas esquecem que os maiores prejudicados são o povo e a cidade

Contrariando os pessimistas de plantão, mais conhecidos como ‘Profetas do Apocalipse’, que apostam no quanto pior melhor, a Prefeitura de Várzea Grande antecipou o pagamento do 13º salário do funcionalismo público nesta quarta-feira, 18 de dezembro, portanto, antes do prazo legal.
Agora a Gestão Fazendária vai em busca de outro esforço hercúleo. Pagar o salário de dezembro, o último da atual gestão que em nenhum mês dos quatro anos da atual gestão atrasou o compromisso com o funcionalismo público da segunda maior cidade de Mato Grosso.

O esforço será hercúleo, pelo fato de que, contrariando a normalidade, o Governo do Estado comunicou a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) que então comunicou as 141 cidades que o repasse da última parcela do ICMS pertencente aos municípios somente será repassado no primeiro dia útil de 2025, ou seja, para as novas administrações.

Diferente do Governo Federal que agendou através da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) o repasse do FPE – Fundo de Participação dos Estados, portanto, para o próprio Governo do Estado e do FPM – Fundo de Participação dos Municípios para todas as cidades, para o próximo dia 30 de dezembro, a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso quer repassar o valor do ICMS devido aos municípios, apenas em 02 de janeiro.

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“Continuamos com muito esforço e dedicação cumprindo com a obrigação de pagar os salários do funcionalismo público na data correta e no caso do 13º salário até antecipando o mesmo”, disse o prefeito Kalil Baracat sinalizando que o não repasse da última parcela do ICMS que pertence às cidades, ou seja, o Estado que é apenas o agente arrecadador, se não for repassado neste ano, coloca em risco o pagamento dos salários de dezembro.

“Só neste mês de dezembro, Várzea Grande está pagando mais de 120 milhões em salários ao funcionalismo público, o que aquece a economia e fomenta as vendas de Natal e de Final de Ano, não apenas para os servidores públicos e suas famílias, bem como para o comércio e a indústria”, frisou Kalil Baracat.

Segundo a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro, o planejamento de uma gestão é feito para ser cumprido ao longo do ano e prevendo a possibilidade de intercorrência externas, mas em um fim de gestão, se deixar de contar com uma parcela considerável, do maior imposto arrecadado pela totalidade das cidades de Mato Grosso, que é o ICMS, pode se demonstrar um grande obstáculo a ser superado e colocar em risco o pagamento do salário que é a maior despesa das gestões públicas.

“Diferente do Governo Federal, que mesmo com os bancos fechados, nos dois últimos dias do ano de 2024, mas funcionando internamente, vai realizar o repasse tanto para o Governo do Estado do FPE, como para as cidades do FPM, a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso quer deixar o repasse para o ano de 2025, ato que se demonstra temerário”, frisou a secretária de Gestão Fazendária.

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Ela lembrou que com muito esforço, dedicação e transparência, que muitos falam que não existe, a gestão Kalil Baracat antecipou o pagamento do 13º salário e está correndo para quitar também o salário de dezembro, apesar de que muitos apostam contrariamente a isto, independente do prejuízo que isto possa causar às pessoas e a cidade.

“Seria de bom alvitre que o Governo do Estado fizesse o repasse do que foi recolhido do ICMS na segunda-feira, dia 30, pois vai computar apenas as receitas arrecadadas até o dia 27, última sexta-feira do ano e havendo diferença a maior, complemente no primeiro dia útil de 2025”, ponderou Lucinéia dos Santos Ribeiro.

O prefeito Kalil Baracat sinalizou ainda que vai manter o mesmo ritmo e compromissos até o último dia de sua gestão e ressaltou: “Fizemos o que estava ao nosso alcance para atender as demandas da população e de Várzea Grande e tenho convicção de que a cidade melhorou e avançou muito, mas o fizemos com responsabilidade e com transparência, muito diferente do caos pregado por alguns.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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