VÁRZEA GRANDE
Janaina Riva visita Secretaria e reforça apoio para criação da Casa de Amparo à Mulher em VG
VÁRZEA GRANDE
A primeira-dama de Várzea Grande, promotora de justiça Kika Dorilêo Baracat, juntamente com a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, e a vereadora Eucaris Barros, receberam a visita da deputada estadual, Janaina Riva, nesta semana, na sede da Secretaria. O encontro serviu para apresentar a estrutura física da pasta, bem como os serviços e ações desenvolvidas por ela, além de assegurar a sinalização de apoio da parlamentar para criação da Casa de Amparo à Mulher em Várzea Grande.
“Faz tempo que eu venho manifestando a vontade de conhecer esse local, e de conhecer as ações e serviços que estão sendo desenvolvidas em Várzea Grande. Estou surpresa em saber de vários cursos de capacitação profissional que estão em andamento e dos que já foram concluídos com êxito, dando a oportunidade de o aluno estar se inserindo no mercado de trabalho. Essas ações são importantes, uma vez que a capacitação é uma questão relevante no mercado de trabalho”, observou a deputada.
Consignada pelo prefeito Kalil Baracat, sua esposa Kika Dorilêo Baracat, e a secretária, Ana Cristina, estão trabalhando na elaboração do projeto, para construção da Casa de Amparo à Mulher em Várzea Grande. O espaço, ainda indefinido, visa abrigar, com segurança e comodidade, mulheres vítimas de violência doméstica e/ou em situação de vulnerabilidade social. A deputada demonstrou simpatia à proposta e ainda assumiu o compromisso político de contribuir com o projeto.
Kika Dorilêo e Ana Cristina reforçaram a importância da unidade no Município, e destacaram que a união de esforços entre os poderes é necessária para a realização e concretização desse projeto. “Agradecemos o apoio da deputada Janaina Riva e contamos com o seu apoio neste e em outros projetos sociais que estão sendo desenvolvidos pelo município”, destacou a primeira-dama.
“É gratificante saber que esta administração tem mulheres fortes e engajadas em causas sociais, em especial a primeira-dama Kika Dorilêo Baracat, que em sua função como promotora de justiça vivencia diversas situações de violência, de abandono e outras questões que acabam comprometendo a vida de mulheres que sofrem violência doméstica. Várzea Grande está atuando de forma eficaz em projetos e ações que a mulher, a criança e o idoso”, replicou Janaína.
A primeira-dama de Várzea Grande destacou que a Secretaria de Assistência Social tem trabalhado de forma atuante e decisiva em vários setores, em especial o programa ‘Qualifica + VG’, que tem oportunizado, além de capacitação profissional, o fortalecimento de vínculos entre os participantes. “É gratificante participar dos eventos e ouvir depoimentos de mulheres que estão vencendo o medo e buscando alternativas de trabalho, e muitas delas em ofícios, que na maioria das vezes são exercidos pelo sexo masculino, a exemplo do curso de pedreiro, cuja a maior inscrição foi feita por mulheres”.
A vereadora Eucaris afirmou que a preocupação com o social é um traço forte da mulher, que tem uma sensibilidade maior com as questões que afetam diretamente o cidadão. “Este encontro uniu mulheres fortes e comprometidas com o social, por isso o sucesso que esse setor vem tendo no Município, com serviços relevantes e projetos que atendam às necessidades da população local”, completou.
Ao passo que Ana Cristina enfatizou que a demanda é grande e que o Município necessita de apoio de pessoas engajadas no setor social. “Saber que a deputada está se colocando à nossa disposição nos enche de esperança, uma vez que sabemos da importância e a influência que a parlamentar tem em todo o Estado de Mato Grosso. Com certeza a sua ajuda será de vital importância para concretização de projetos sociais em nosso município”, concluiu.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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