VÁRZEA GRANDE
IBGE coloca contagem da população em campo no segundo semestre deste ano
VÁRZEA GRANDE
Convicto de que o IBGE através do censo demográfico tem a possibilidade de corrigir distorções na partilha dos recursos federais e estaduais arrecadados pelos Governos Federal e Estado, mas que pertencem aos municípios, o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, defendeu a atuação do órgão e dos tecenseadores que podem dar transparência a realidade de todas as cidades como Várzea Grande que é a segunda maior de Mato Grosso e a 97a mais populosa do Brasil e não recebe os repasses de transferência como deveria justamente por não ter um número consolidado de sua população.
“A partilha dos impostos arrecadados pelos Governos Federal e Estadual e que pertencem aos municípios levam em consideração a população como quesito primordial, logo se temos uma divergência entre os residentes em nossa cidade, passamos a receber menor recursos do que o correto, por isso o Censo é tão essencial para Várzea Grande e para as 5.700 cidades do Brasil”, disse Kalil Baracat.
Em agosto, o Censo 2022 começará a visitar todos os domicílios do país, por isso a equipe técnica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, se reuniram com os gestores do setor de Governo e Planejamento da Prefeitura Municipal para apresentar o cronograma e estratégia da pesquisa que será realizada em Várzea Grande.
Serão ao todo 239 recenseadores, 3 Agentes Censitários Municipais e 26 Agentes Censitários Supervisores. As provas dos processos seletivos serão realizadas pela Fundação Getúlio Vargas no dia 10 de abril. As pesquisas serão realizadas entre os dias 1 de agosto até o final de outubro, quando encerra a coleta de dados para o Censo Demográfico de 2022.
Como explica o chefe substituto do IBGE em Mato Grosso, Marcio Cavichiolli, essa é uma pesquisa em que o IBGE percorre todos os domicílios do pais e é uma pesquisa fundamental para nos conhecermos enquanto nação, nos conhecermos como residentes em Mato Grosso e, em especial aqui em Várzea Grande. “É importante saber quem somos, quantos somos e como vivemos. Essas informações são fundamentais para termos um diagnóstico das políticas públicas que foram implementadas nos últimos anos para fazermos uma variação e também para se pensar no futuro, para se criar uma agenda para os próximos anos, fazendo um planejamento em todas as áreas sociais, levando em consideração insumos que de fato contribuam para a políticas públicas que visam a melhoria da vida da população”.
Marcio Cavichiolli disse que o apoio do poder público municipal é fundamental para a realização do senso, principalmente, no trabalho de conscientização da população local para que receba em sua residência um pesquisador do IBGE. “A partir do momento em que a população abre as suas portas para receber os nossos pesquisadores e essas pessoas dão as informações que são tão importantes para a pesquisa, a gente consegue esses insumos para depois devolver aos poderes públicos, estadual, municipal e até para a sociedade civil esses dados que são de extrema relevância para nos conhecermos enquanto pais, enquanto sociedade, e para conhecermos como município de Várzea Grande está se comportando. Tem inúmeras pesquisas do IBGE que consegue divulgar dados por Estado, mas os dados municipais são retratados, principalmente por meio desta pesquisa que é o censo demográfico, por isso essa parceria é importante, por isso queremos apoio nesta parceria, para a gente possa fazer as entrevistas e ter a receptividade da população de várzea Grande”.
O secretário de Governo, Benedito Gonçalo de Figueiredo disse que o município está à disposição para ajudar naquilo que for possível uma vez que a Prefeitura Municipal tem um orçamento de gastos e que alguns fatos que aparecem, muitas das vezes não constam na previsão orçamentário do município.
“Sabemos da importância desse censo demográfico e queremos ser parceiros dessa ação, que vai ajudar muito várzea Grande nas projeções de empreendimentos futuros. Peço que oficializem esse pedido para que possamos ver o que nos cabe e buscar junto a empresas privadas apoio para essa pesquisa, uma vez que o resultado final dessa será bom para todos os segmentos”, pediu o secretário de Governo.
O secretário de Planejamento, João Carlos Cardoso, disse o Censo Demográfico vai ajudar o município a elaborar estratégias, implementar ações de projetos de desenvolvimento urbano, bem como estabelecer diretrizes e normas para a avaliação do plano plurianual.
O IBGE divulgou recentemente os resultados do Teste Nacional do Censo Demográfico, realizado de novembro de 2021 a fevereiro de 2022, em 27 localidades dos 26 estados e do Distrito Federal, em que foram avaliados equipamentos, sistemas de coleta, questionários, processo de capacitação de pessoal, captura das coordenadas de GPS e a abordagem mista de coleta em contextos regionais.
É a primeira vez que o IBGE organiza um teste para o Censo de proporção nacional, para verificar a necessidade de melhorias técnicas e metodológicas a serem implementadas na operação, e divulga seus resultados em caráter experimental. O teste também deu início à estratégia de mobilização da sociedade para responder ao Censo, que visitará os mais de 70 milhões de domicílios brasileiros a partir de 1º de agosto.
PESQUISA: Para garantir a segurança dos recenseadores e dos moradores durante os testes, as equipes do IBGE seguirão todos os protocolos contra a Covid-19, como o uso de máscara e higienização das mãos e equipamentos, e álcool em gel. Os recenseadores trabalharão uniformizados com boné e colete azuis com a logomarca do IBGE. Todos os pesquisadores terão crachá de identificação, contendo a foto e os números de matrícula e identidade do entrevistador. Os moradores podem verificar a identidade de todos os entrevistadores do IBGE através do site respondendo.ibge.gov.br ou do telefone 0800 721 8181.
A atuação do IBGE está amparada em legislação federal específica, a da Lei nº 5.534/1968, conhecida como Lei do Sigilo Estatístico, e também na prática da maioria dos países e nas recomendações do Instituto Internacional de Estatística. Sem falar na experiência de 85 anos de estatísticas oficiais de qualidade, assegurando a privacidade das informações individuais, consagrando a instituição como digna da fé pública, capaz de prestar serviços de qualidade, com imparcialidade e integridade.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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