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Força-tarefa municipal presta assistência às famílias atingidas pelas fortes chuvas

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Serviços Públicos, Viação e Obras, Assistência Social, Educação e Defesa Social estão in loco para reduzir os impactos em pontos dos bairros Construmat e Alameda

A prefeitura de Várzea Grande está auxiliando as 50 famílias atingidas por alagamentos na tarde de hoje (1), no bairro Alameda, no fundo do Fort Atacadista. A região possui córregos e é bastante habitada. A prefeita Flávia Moretti (PL) esteve no local, junto de seu secretariado, acompanhando os trabalhos emergenciais e conversando com as famílias.

Moretti montou uma verdadeira força-tarefa foi descolada para o local para minimizar ao impacto das chuvas: secretarias de Serviços Públicos, Viação, Obras e Urbanismo, Assistência Social, Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Defesa Social que no local iniciaram trabalhos focados na desobstrução dos córregos para acelerar a vazão das águas da chuvas e impedir que as casas e ruas sigam alagada, represando água e se tornando pontos potenciais de focos de doenças.

Além desse pronto-atendimento aos morados da região, a prefeita quer se reunir com o secretário de Viação e Obras, Celso Luis Pereira – que estava presente nesta tarde – para criar estratégias para resolver esse problema de forma definitiva. “Uma vistoria técnica precisa ser feita no local para avaliar se realmente o problema é o tamanho das manilhas. Conhecendo a situação poderemos agir de forma estrutural sobre esse problema antigo e que até estava sendo ignorado pelas gestões anteriores”.

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Apesar de todo susto e transtorno, as famílias se recusam a sair de casa, alegando que precisam cuidar de seus bens. O secretário de Educação, Pe. Edson Sestari, garantiu abrigo aos mais atingidos por meio da Pestalozzi, mas ainda assim, as famílias preferiram ficar.

O secretário de Defesa Social, inspetor Louriney Santos Silva, relatou que essa força-tarefa está com cerca de 30 homens e mulheres estão empenhados na ação de limpeza, atendimento e levantamento da situação.

“Assim que soubemos do ocorrido, enviamos as equipes. Estamos orientando e dando todo auxílio necessário. Toda prefeitura está empenhada na ação”, disse o secretário.

Louriney destacou ainda que a Defesa Social, por meio da equipe de Defesa Civil Municipal, já estava monitorando áreas mais suscetíveis aos alagamentos no Município desde o início dessa temporada de chuvas, e que juntamente com a secretaria de Serviços Públicos estava realizando a limpeza de córregos. Esse córrego da região, que passa quase que na lateral do Fort Atacadista da Avenida da FEB, já havia sido limpo, foi um dos primeiros locais que a nova gestão esteve trabalhando na primeira semana de janeiro. “O problema é que as manilhas têm a circunferência pequena, e com o volume de chuvas de hoje, não fui possível escoar e dar vazão à água e ela acabou transbordando e invadindo ruas e as casas”.

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O secretário de Assistência Social, Gustavo Duarte, estava junto com a equipe da Pasta fazendo o levantamento de necessidades pontuais das famílias atingidas, como por exemplo, cestas básicas, para quem teve perda de alimentos.

A Defesa Social vai seguir monitorando essa região em especial, já que há previsões de mais chuvas para o decorrer do final de semana. Os institutos de meteorologia apontam precipitações de entre 60 milímetros (mm) a 100 milímetros (mm).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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