VÁRZEA GRANDE
Flávia Moretti se reúne com Pivetta e apresenta novos projetos na área da saúde municipal
VÁRZEA GRANDE
Reunião com o governador em Exercício consolidou as parcerias já em curso entre Estado e Município e reafirmou a vontade ampliar os trabalhos em conjunto em prol da população
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), juntamente com os secretários, Deisi Bocalon (Saúde) e Celso Luiz Pereira (Viação e Obras Públicas), se reuniu nesta sexta-feira (24), com o governador em Exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), para discutir pautas referentes à saúde pública municipal, como a Casa de Parto, Casa do Autista, e um terreno para a construção de um novo hospital público. Durante a reunião os gestores apresentaram alguns projetos e destacaram a importância de cada um deles para a população várzea-grandense.
Moretti disse que a reunião foi positiva porque, mais uma vez, sua gestão teve a oportunidade de discutir de forma mais ampla projetos e ações voltados à saúde pública. “Viemos aqui pedir uma área na região do aeroporto para instalarmos equipamentos públicos, aproveitamos para discutir a regulação da Casa de Parto, para começar a funcionar, e que é importante para as nossas mães”, destacou.
A prefeita se bastante satisfeita pela receptividade que o município de Várzea Grande vem tendo por parte do governo de Mato Grosso. “Sem dúvida nenhuma, estamos com as portas abertas e eu estou surpreendida com a maneira com que governo do Estado está vindo para o nosso município e ajudando os várzea-grandenses. Contribuindo com o desenvolvimento da cidade e criando condições para que Estado e Município possam ofertar serviços públicos de melhor qualidade”. A Chefe do Executivo Municipal, que está há pouco mais de 20 dias no cargo, pontuou que desde que assumiu, toda semana tem tido uma agenda no governo do Estado. “Seja a nossa equipe vindo até o Centro Político, seja a equipe do Estado indo até Várzea Grande. Temos de fato parcerias consolidadas e quem ganha é sempre o várzea-grandense”.
O governador em Exercício, Otaviano Pivetta, disse após o encontro que todas as pautas tratadas serão apresentadas ao governador Mauro Mendes para conhecimento e estudos de viabilidade. Ele não descartou o apoio do governo do Estado, e disse que novas reuniões devem ocorrer posteriormente.
Flávia fez questão de destacar que ao assumir a prefeitura se deparou com uma situação caótica na saúde e que a saúde passou a ser prioridade, com o mesmo peso que tem tratado a questão do abastecimento de água. “A secretária Deisi Bocalon tem atuado firmemente nas pautas da secretaria municipal de Saúde e tem participado de reuniões técnicas, especialmente junto ao secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. Estamos apresentando as demandas do setor na busca de melhorias e sendo prontamente atendidos pelo Estado”.
Participaram da reunião o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, técnicos do Estado e do Município e representantes do Centro de Equoterapia.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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