VÁRZEA GRANDE
Flávia Moretti anuncia retorno do adicional de periculosidade para Guardas Municipais
VÁRZEA GRANDE
Com a iniciativa, a prefeita coloca fim a uma série de ações judiciais – até então necessária – para que os GMs tivessem acesso a um direito que havia sido retirado
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) anunciou que está enviando para Câmara de Vereadores, em caráter de urgência, projeto de lei complementar que restitui o adicional de periculosidade de 30% aos Guardas Municipais. O presente, como ela definiu, integrou as comemorações pelos 25 anos da Guarda Municipal, festejado nesta segunda-feira (24), na base da corporação no Paço Municipal.
Ainda na ocasião, Moretti e o vice-prefeito, Tião da Zaeli (PL), anunciaram reforço de equipamentos – inclusive de armamento -, o envio de projeto para construção de uma sede própria para o GM e também efetivaram a promoção de 11 Guardas Municipais.
“Venho anunciar um presente de aniversário para vocês, Guardas Municipais, estou assinando e encaminhando, neste momento, um projeto de lei complementar que altera o artigo 83 da lei 5139/2023. Essa alteração dará o direito a todos vocês, que fizeram jus, ao adicional de periculosidade de 30%. Vocês arriscam diariamente a vida, então merecem muito esse benefício. Além disso, estamos conversando com o governo de Mato Grosso para reforçar a nossa estrutura com mais veículos, armas e munições”, comemorou a Flávia Moretti.
A prefeita também demonstrou sua admiração à instituição. “A Guarda Municipal faz a diferença na segurança pública do nosso Município, não estou falando isso como prefeita, mas como várzea-grandense. Admiro cada trabalho realizado na segurança nas escolas, o teatro de fantoches para as crianças, o Pedal da Guarda, o patrulhamento nos bairros, a Patrulha Maria da Penha e o mais importante deles no momento, o patrulhamento para evitar as sabotagens no sistema de abastecimento de água que vínhamos sofrendo desde janeiro, desde que tomei posse”, argumentou Moretti.
O secretário de Defesa Social, Louriney Silva, conta a sua trajetória na Guarda. “Em 1999, vi o anúncio do concurso da Guarda Municipal, e em junho de 2000 entrei. Eu decidi estudar sobre o que era, pois não conhecia a função de uma Guarda. Naquele momento, cerca de 122 guardas foram chamados e tivemos um treinamento brilhante. Trabalhamos todos os dias e as noite para demonstrarmos nosso valor, pois eu amo essa instituição. Hoje, agradeço por tudo que passei”, relata Louriney.
O comandante da Guarda Municipal de Várzea Grande, Juliano Lemos, destaca a importância do trabalho da Guarda Municipal na segurança pública de Várzea Grande. “Temos hoje, um reconhecimento grande do nosso trabalho, pois, o nosso lema é levar serviço de qualidade à população. Temos a missão de sermos uma polícia mais próxima possível da comunidade e fazer essa integração com cada morador, com cada comunidade. Estamos diariamente nas escolas, nas ruas, no trânsito, nos prédios públicos, nas manifestações culturais, nas praças, a Guarda Municipal está em todos os lugares de Várzea Grande”, relata Juliano.
O senador Jayme Campos (UB), foi o prefeito responsável por fundar a Guarda Municipal. Segundo ele, a ideia era idealizar uma polícia comunitária. “Na época, a Guarda realizava também o serviço de socorristas. Hoje, prontifico-me a destinar recursos, via emendas, para a construção, em parceria com a prefeitura que pode, desde já, realizar um projeto, de um quartel com academia, campo de futebol, piscine e outros recursos importantes para essa instituição”, disse Campos.
O vice-prefeito, Sebastião dos Reis Gonçalves – Tião da Zaeli (PL), comprometeu-se a entregar o projeto para realização do quartel da Guarda Municipal. “Se é por falta de projeto para vir os recursos de construção do quartel, estarei realizando e entregando em suas mãos. A Guarda Municipal merece um lugar adequado para fazer seu treinamento, aprimoramento físico, entre outros trabalhos importantes. Estamos comprometidos com essa instituição”, relata Tião.
O vereador Sargento Galibert (PSB), ex-policial militar, lembra da colaboração da Guarda nas ocorrências policiais. “Sempre que foi acionada para dar apoio à Polícia Militar, a Guarda esteve presente. Estivemos juntos em muitas ocorrências, vocês são essenciais para o nosso Município”, disse.
GM POR UM DIA – Fardada, a prefeita Flávia Moretti acompanhou o atendimento da Patrulha Maria da Penha, além de visitar outras estruturas da Guarda Municipal de Várzea Grande.
“É uma rotina que estabeleci, acompanhar os trabalhos realizados em todas as secretarias e autarquias da prefeitura. Quero um serviço de qualidade em todos os locais. Vi o empenho dos nossos guardas e nossas guardas. Em breve, esperamos mais equipamentos e uma melhora na estrutura para que o serviço seja de ainda de mais qualidade”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Também estiveram presentes na comemoração: o secretário de Assuntos Estratégicos, Carlos Alberto Araújo, secretário municipal de Governo, Benedito Lucas, secretária de Comunicação Social, Ana Paola Carlini, secretário municipal de Educação, Padre Edson Sestari, Controladora Geral Municipal, Elizângela Batista, secretária municipal de Planejamento, Fabyane Akemi Nagazawa, secretário municipal de Gestão Fazendária, José Francisco Mazzuco, secretária municipal de Administração, Nadir Araújo, secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Costa Amorim, vereador Caio Cordeiro que é líder do PL na Câmara Municipal, deputada federal Gisela Simona (UB), tenente-coronel e comandante do batalhão do Copo de Bombeiros em Várzea Grande, Heitor Alves, presidente da Federação dos Conselhos de Segurança de Mato Grosso, Danilo Moraes, diretor da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Várzea Grande, Luiz Roberto da Silva e o presidente da União Várzea-grandense dos Bairros, Ferrinho.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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