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Flávia afirma que parcerias vão impulsionar agricultura familiar em Várzea Grande

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Município recebeu ontem (20), da SEAF, um caminhão baú refrigerado, que servirá para o transporte de produtos perecíveis como hortaliças, frutas, carnes e queijos, garantindo a preservação da qualidade dos alimentos até a comercialização

A prefeita de Várzea Grande, Flavia Moretti, afirmou que vai priorizar a agricultura familiar em sua gestão com objetivo de impulsionar e fortalecer o setor. A afirmação ocorreu ontem (20), quando a prefeitura de Várzea Grande recebeu da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) um caminhão baú refrigerado, que será destinado ao apoio da agricultura familiar no município.

O veículo foi cedido pelo governo do Estado de Mato Grosso por meio de um Termo de Cessão de Uso de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois anos, e ficará sob a responsabilidade da secretaria municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS).

Flávia Moretti, comemorou a entrega do caminhão e afirmou que esta é apenas a primeira de várias ações que estão sendo planejadas para fomentar a agricultura familiar na cidade. “Este é só o começo. A agricultura familiar precisa sair de uma situação limitada e ganhar mais estrutura e capacitação. Vamos promover feiras itinerantes pelo município para aproximar os produtos da população, fortalecer a economia local e gerar mais oportunidades para os agricultores”, afirmou a prefeita.

A Chefe do Executivo Municipal ressaltou que cuidará da agricultura familiar com carinho capacitando não apenas os agricultores, mas também suas famílias: “A agricultura familiar é um pilar essencial para o desenvolvimento de Várzea Grande, e com a parceria do governo do Estado, queremos garantir que os pequenos produtores tenham o apoio necessário para crescer, se capacitar e alcançar novos mercados. Além disso, nossa missão é capacitar não apenas os agricultores, mas também suas famílias e filhos, para que possam contribuir de maneira mais técnica e qualificada, até mesmo no agronegócio e áreas financeiras, garantindo a sustentabilidade e o fortalecimento dessa produção no longo prazo”, destacou a prefeita.

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O caminhão será gerido pela Cooperativa de Comercialização de Agricultores Familiares de Economia Solidária e Extrativismo da Baixada Cuiabana (Coopeveg), com sede em Várzea Grande, e servirá para o transporte de produtos perecíveis como hortaliças, frutas, carnes e queijos, garantindo a preservação da qualidade dos alimentos até a comercialização. A medida visa ampliar a competitividade dos produtos da agricultura familiar no mercado local, além de reduzir desperdícios e otimizar o escoamento da produção. Vale destacar que grande parte da produção local se destina à alimentação escolar das escolas municipais.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, ressaltou o papel da prefeitura de Várzea Grande no monitoramento da utilização do caminhão, para assegurar que o equipamento cumpra seu objetivo de beneficiar a agricultura familiar local. “A prefeitura será responsável por acompanhar o uso do caminhão e garantir que ele seja utilizado de forma eficaz na distribuição de alimentos, como é o propósito deste equipamento. A parceria entre o Estado e o município é fundamental para o sucesso deste projeto”, explicou.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Costa Amorim, afirmou que o caminhão contribuirá diretamente para o escoamento eficiente da produção agrícola. Ele destacou a importância de oferecer suporte aos pequenos produtores, permitindo que eles acessem mercados com mais qualidade e competitividade. “Várzea Grande é um município basicamente urbano, mas com uma área significativa para a agricultura familiar. Esse caminhão vai garantir a entrega de alimentos de qualidade, preservando os produtos durante o transporte e facilitando o acesso aos mercados”, disse o secretário.

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O presidente da Coopeveg, Laudêncio Bispo Evangelista da Silva explicou que a cooperativa, composta por 107 cooperados, tem como um dos principais focos a distribuição de alimentos para a alimentação escolar. “O caminhão será fundamental para a coleta e distribuição dos nossos produtos, como melão, melancia, abóbora, quiabo e folhas, garantindo que eles cheguem com qualidade para as escolas e outras entidades”, afirmou.

UTILIZAÇÃO – O caminhão refrigerado ficará sob a gestão da Coopeveg até 31 de dezembro de 2027 e será utilizado, prioritariamente, para atender aos programas municipais de agricultura familiar, incluindo a distribuição de alimentos para feiras, escolas e entidades assistenciais. A ação é um passo importante para o fortalecimento da agricultura familiar em Várzea Grande e reafirma a parceria entre o Governo do Estado e o município na promoção do desenvolvimento sustentável e da economia local.

Também prestigiaram a entrega o diretor-presidente da Empresa Mato-grossense de Extensão Rural (Empaer-MT), Suelme Fernandes, e, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM-MT), Leonardo Bortolin.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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