VÁRZEA GRANDE
Filme realizado com apoio Prefeitura terá pré-estreia neste final de semana
VÁRZEA GRANDE
O curta-metragem nasceu do desejo de provocar reflexão sobre a violência contra a mulher, tema urgente e inadiável e que vai ao encontro das ações efetivadas pela atual gestão
O curta-metragem “Sobre omissão naquela quarta-feira” terá sua pré-estreia neste sábado, 8 de novembro em Cuiabá. A exibição integra a 31ª edição da tradicional Feira do Vinil e Criatividade. A produção foi viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, via Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande (SMECEL), que tem fomentado a produção audiovisual local.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), destaca que a Lei Paulo Gustavo representa um fundamental ao fortalecimento da cultura, garantindo que artistas, produtores e todos os fazedores de cultura tenham acesso às oportunidades que impulsionam seus projetos e dão vida à identidade cultural de nossa comunidade.
De acordo com o superintendente de Cultura da SMECEL, Leandro Manduca, o compromisso com a cultura passou e ser lavado a sério em Várzea Grande. “Nosso município respeita, valoriza e apoia cada pessoa que dedica sua arte à transformação social e à perpetuação da nossa história e das nossas tradições. A Superintendência de Cultura vem trabalhando para fomentar, incentivar e ampliar as ações culturais, assegurando que a criatividade e o talento do nosso povo encontrem espaço para florescer” argumentou.
O FILME – Com direção de Anna Magalhães e roteiro de Everson Teodoro, o filme conta a história de Letícia, uma mulher que leva uma vida simples e previsível entre o trabalho, os amigos e as pequenas alegrias cotidianas. Ao conhecer Alexandre, um homem gentil e intenso, acredita ter finalmente encontrado estabilidade e o amor. Mas, em uma quarta-feira aparentemente comum, um jantar revela cicatrizes de um passado recente e nada é o que parece.
A diretora Anna Magalhães explica que o curta nasceu do desejo de provocar reflexão sobre a violência contra a mulher, tema que considera urgente e inadiável.
“Quando entrei no projeto, entendi que ele deveria impactar, causar sensações nas pessoas que não podem e não devem ficar adormecidas. Quero que o público se lembre que, apesar de ser uma ficção, sempre há uma saída. Que as mulheres sintam coragem de ser quem elas são e, se algo ou alguém as impedir, que lutem”, defendeu.
Sobre o processo de gravação, que envolveu direta e indiretamente cerca de 26 profissionais, a diretora lembra que o projeto foi marcado por emoção, dedicação e companheirismo.
“Muitas coisas me marcaram neste curta porque foi meu primeiro na ficção e eu estava com uma equipe de amigos super competentes. Sinto que esse projeto foi feito com atenção e dedicação de todos. Tivemos uma preparação de elenco muito intensa e essencial para lidar com o tema sensível e forte da história”, relembra.
O roteirista Everson Teodoro conta que a inspiração para o enredo veio de forma inesperada. “Estranhamente, foi num sonho enquanto eu tirava um cochilo da tarde. Após levar um susto com o desfecho do que sonhei, já saí correndo para escrever. O primeiro tratamento do roteiro foi finalizado naquela mesma noite”, revela.
Para ele, a história busca levantar questionamentos sobre empatia e omissão diante da dor alheia.
“Quantas pessoas deixamos de ajudar por falta de empatia, medo ou timidez? Quantas mulheres e mães sofrem violências ao nosso lado, enquanto estamos ocupados demais conosco mesmos? O filme tenta levantar essas perguntas sobre os limites do poder de ajuda”, explica.
Com classificação indicativa de 12 anos, “Omissão naquela quarta-feira” propõe uma reflexão sobre as aparências, as marcas do passado e os silêncios que moldam as relações humanas.
O ELENCO – O ator Wilson Soares interpreta Alexandre, um homem gentil e intenso que acredita ter finalmente encontrado estabilidade e amor.
A atriz Mariana Badan interpreta Letícia, uma mulher que leva uma vida simples e previsível entre o trabalho, os amigos e as pequenas alegrias cotidianas.
A atriz Débora Vecchi interpreta a vizinha desconfiada em algo no casal.
A pré-estreia ocorrerá no próximo sábado, 8, às 19h na Casa Cuiabana, na Av. General Vale, 181, bairro Bandeirantes em Cuiabá, com entrada gratuita/solidária (1 quilo de alimento não perecível ou 1 livro).
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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