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Feira de adoção terá 22 pets e encerra Abril Laranja em Várzea Grande

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A causa animal ganha destaque neste sábado (25), a partir das 16h em Várzea Grande, com a realização de uma feira de adoção responsável que deve atrair a atenção e o engajamento da população. Ao todo, 22 animais — entre cães e gatos — estarão disponíveis para encontrar um novo lar na praça ao lado do ginásio de esportes do Fiotão.

A ação encerra a campanha Abril Laranja, dedicada à conscientização e combate aos maus-tratos contra animais. Além de incentivar a adoção, o evento reforça a importância do cuidado contínuo com os pets.

Durante a feira, também será oferecida vacinação antirrábica gratuita para quem levar seus animais, ampliando o acesso à saúde preventiva e protegendo toda a comunidade. A iniciativa marca a primeira grande ação estruturada pelo poder público municipal voltada à causa animal.

Segundo a gerente de Educação Ambiental da pasta, Luana Gabriela dos Santos Rosa, o objetivo vai além da adoção. “A feira é um convite para que a população entenda que adotar é um ato de responsabilidade e amor. Não se trata apenas de levar um animal para casa, mas de garantir cuidado, proteção e dignidade ao longo de toda a vida dele”, destacou.

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Sobre a vacinação, Luana também reforçou o papel essencial da imunização:. “A vacinação antirrábica é fundamental para prevenir zoonoses, como a raiva, que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos. Manter a vacinação em dia é uma forma de proteger não só os pets, mas também a saúde das famílias e de toda a população”, explicou.

A campanha Abril Laranja também mobilizou a solidariedade dos moradores ao longo de todo o mês. Foram arrecadados alimentos, cobertores, produtos de limpeza e medicamentos que serão destinados ao Projeto Pet VG, organização que acolhe animais em situação de rua e vítimas de violência na cidade, garantindo cuidado, abrigo e recuperação.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, ressaltou o avanço que a iniciativa representa para o município. “Estamos dando um passo importante na construção de políticas públicas voltadas à proteção animal. Essa é uma pauta que exige compromisso contínuo, e a participação da sociedade é fundamental para que possamos avançar ainda mais”, afirmou.

A programação do sábado inclui ainda a Feira da Família, com a comercialização de produtos direto da agricultura familiar local, fortalecendo a economia da região.

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Quem ainda quiser contribuir com doações pode procurar os pontos de arrecadação na Secretaria de Meio Ambiente, localizada na Avenida da FEB, na sede da prefeitura municipal ou nas empresas parceiras do projeto: Paiol AgroVeterinária e Scooby Rações.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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