VÁRZEA GRANDE
Fé, devoção e cultura marcam abertura do aniversário de Várzea Grande e da padroeira da cidade
VÁRZEA GRANDE
“A festa de Nossa Senhora da Guia representa Várzea Grande, tanto é que nossa comunidade tem uma devoção imensa pela festa de Nossa Senhora da Guia, que é a Padroeira de nossa cidade. As comemorações abrem oficialmente a programação de aniversário de 155 anos de Várzea Grande, que começa hoje, primeiro de maio, com alvorada e missa de Nossa Senhora da Guia. Essa festa é de todos várzea-grandenses que têm devoção imensa por Nossa Senhora da Guia, assim como eu e minha família”, sublinhou o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat neste domingo (01), durante a missa de Nossa Senhora da Guia, festa que também completa 155 anos e reúne famílias tradicionais, fiéis, devotos, população em geral e comunidade eclesiástica da cidade.
Ainda durante o dia foi realizada procissão e missa festiva ao cair da noite. Na segunda-feira, dia 02 de maio, iniciam as inaugurações de obras e lançamento de ações que irão presentear os munícipes no aniversário da cidade. As obras e ações envolvem recursos na ordem de R$ 215 milhões, entre recursos próprios e de convênios, além de emendas parlamentares estaduais e federais.
“Nossa Senhora da Guia é nossa padroeira, protege nosso município. É onde buscamos orientação e quem nos coloca no caminho certo, conduz nossas decisões. Além de ser uma festa tradicional da nossa cidade com envolvimento de toda comunidade, uma festa muito bonita que se estende até o dia 30 de maio. A comemoração de Nossa Senhora da Guia está inserida na programação de aniversário da cidade, comemorado dia 15 de maio. Uma festa religiosa que retrata muito bem a fé, a devoção, comunhão, cultura e a esperança da população. Este ano teremos um pacote de obras que serão entregues com creches, escolas, asfalto novo, recapeamentos, praças públicas, entre outros, juntamente com a festa de Nossa Senhora da Guia, nossa padroeira que nos dá os nortes para administrar bem a cidade com igualdade e justiça social”, pontuou o prefeito.
Conforme o rei da Festa de Nossa Senhora da Guia, Daniel Beck, é muito honroso e valoroso fazer parte da missão. “Maio do ano passado se encerrou o ano e começou a retomada das festividades e preparação em honra e homenagem a Nossa Senhora da Guia, Padroeira de Várzea Grande para o ano vindouro. Sou várzea-grandense filho de família tradicional, me sinto muito honrado em ter aceitado esse desafio e estar aqui hoje nestas solenidades finais, entregando esse desafio com muito orgulho, devoção, responsabilidade a essa fé, cultura e tradição que basicamente fomos criados no meio desta religiosidade, isso é muito valoroso, é o maior legado que podemos deixar para a próxima geração dar continuidade e levar adiante essa tradição”.
O rei da festalembrou que a solenidade iniciou com alvorada e missa às 6h da manhã. A tarde, às 16h30, foi realizada procissão e o encerramento com a missa festiva da solenidade e sorteios de prêmios. “Toda a arrecadação da festa será revertida para a Paróquia Nossa Senhora da Guia e ações religiosas durante todo ano. Além da tradição, religiosidade, homenagem de honra a Nossa Senhora da Guia, a festa tem a responsabilidade de fomentar recursos para que a paróquia possa dar continuidade nos trabalhos, sendo essa a única fonte de recursos, além do dízimo que a paróquia tem para fomentar trabalho religioso”, destacou Daniel Beck.
A Rainha da Festa de Nossa Senhora da Guia, Edviges Maria Ribeiro de Moraes, explicou que as festividades religiosas começam em março, depois a bandeira visita ruas, comércio e serviço público da cidade, e as comunidades. “O encerramento é com a novena e coroação no dia 15 de maio. A festa é um símbolo de muita fé, quando se anda com a bandeira nos locais o que sentimos é muita devoção, emoção, fé das pessoas, É muito gratificante. Ser rainha é muito importante, me senti uma serva de Nossa Senhora. Estou muito feliz e emocionada, para mim foi uma renovação de fé”, frisou emocionada.
EVENTO HISTÓRICO, CULTURAL E RELIGIOSO – Este ano, a procissão de Nossa Senhora da Guia recebeu milhares de devotos, alguns inclusive de outras cidades, isso porque as comemorações contemplam o aniversário da cidade e da padroeira, ambos de 155 anos, um importante momento histórico, cultural e religioso para o povo de Várzea Grande.
Para o páraco Tarcísio Camilo de Santana, da paróquia Nossa Senhora da Guia, “este ano estamos celebrando não só como Paróquia, como comunidade, mas Várzea Grande em si, os 155 anos da devoção do povo várzea-grandense à Nossa Senhora da Guia que é padroeira da Nossa Paróquia, mas também padroeira de toda a cidade de Várzea Grande. E, a devoção a Nossa Senhora da Guia está no coração e na vida de todo Várzea Grandense. Então é um momento de rendermos graças à Deus, de pedirmos a interseção da Virgem Maria e de agradecermos pela sua proteção”.
Wander Gomes é várzea-grandense, devoto de Nossa Senhora da Guia e de família tradicional da cidade, afirma que a festa à santa vem a cada ano ganhando novos adeptos. “É uma história linda, começou com uma simples capelinha e uma imagem de Nossa Senhora trazida para Várzea Grande e a devoção a cada ano que passa aumenta. Passa de geração para geração como ocorreu em minha família, onde meus antepassados que ajudaram a construir essa igrejinha, e acabou por conquistar toda a baixada cuiabana, principalmente as comunidades ribeirinhas, pois Nossa Senhora da Guia é padroeira dos navegantes”, relatou.
A devota Genoveva Marques de Lima destacou que as festividades da padroeira são atos de fé, adoração, comunhão e reverência aos milagres concedidos a ela e sua família. “Essa tradição vem dos meus pais que vieram para Várzea Grande quando se casaram, tiveram nove filhos, e eles começaram a participar fielmente da festa e da comunidade de Nossa Senhora da Guia que se perpetua na nossa família. A gente participa pela fé, pela devoção e pelas graças que recebemos. São muitas graças aos meus pais e isso também acontece comigo e com minha família. É indescritível o sentimento de participar da festa, é só estando mesmo aqui para gente realmente sentir. Quando fazemos as visitas nas comunidades nós evangelizamos, mas também somos evangelizados, isso é de grande satisfação e alegria o amor que temos por Nossa Senhora da Guia”, declarou emocionada a devota que segue religiosamente toda a programação da festa em todos os anos.
Cecília Maria de Campos Costa, de 60 anos, apesar de residir em Nossa Senhora do Livramento participa todos os anos da festa religiosa em Várzea Grande. “Sou devota e tenho muita fé em Nossa Senhora da Guia. Ela já me proporcionou muitas graças, e para Àqueles que não conhecem essa festa linda vale apena conferir”, convidou.
Confira a programação de aniversário desta segunda-feira (02/05):
10h – Lançamento das obras de pavimentação asfáltica dos bairros Parque das Nações e Terra Nova, na Rua Urubupungá/Rua Paraguai – Atrás do Mini-estádio do Bairro Mapim.
16h – Entrega da reforma da “EMEB Senhora Dirce Leite de Campos, localizada na rua 12 do bairro Jardim Itororó.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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