VÁRZEA GRANDE
ExpoVG encerra edição histórica com público superior a 100 mil pessoas e emoção na arena do rodeio
VÁRZEA GRANDE
A retomada da maior exposição agropecuária de Várzea Grande, após 21 anos, terminou em clima de festa, emoção e sentimento de pertencimento neste domingo (17). A ExpoVG 2026 encerrou quatro dias de programação intensa, reunindo mais de 100 mil pessoas durante as comemorações pelos 159 anos do Município.
Com entrada gratuita, atrações culturais, rodeio, shows nacionais e valorização da cultura regional, a feira movimentou a economia local, fortaleceu o comércio e devolveu à população um dos eventos mais tradicionais da cidade.
Os portões foram abertos às 18h e o último dia contou com apresentações do grupo Encanto Sertanejo, a grande final do rodeio, show gospel com Os Bençãos, além dos shows de Ricco & Léo, Crys Campelo e do lambadão com Os Federais.
Antes da final do rodeio, um dos momentos mais emocionantes da noite tomou conta da arena. A então rainha da ExpoVG, Maria Clara, vencedora do concurso realizado na quinta-feira (14), durante a abertura oficial da feira, anunciou a desistência do título e entregou a faixa para a segunda colocada, Kevillyn Amorim.
Em discurso emocionado, Maria Clara revelou ter sofrido ataques nas redes sociais após vencer o concurso, situação que a levou a abrir mão do título. Abalada, ela recebeu apoio da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, que permaneceu ao lado da jovem durante todo o momento e prestou palavras de acolhimento e incentivo.
“Maria Clara, se sinta acolhida. Você está junto com a gente. Tudo isso que você passou e viu é só o começo da luta das mulheres, que acontece em todos os lugares. A mulher pode estar onde ela quiser, ser rainha da ExpoVG, rainha do rodeio, prefeita. Não se importe com o que falam. O importante é que você já é gigante”, declarou a prefeita, emocionando o público presente.
Na arena, a grande final do rodeio levantou o público. Na montaria em touros, o campeão foi o peão Marcos Paiva, que recebeu o prêmio de R$ 15 mil das mãos da prefeita Flávia Moretti. Já na montaria em cavalos, o vencedor foi José Edimilson, levando o prêmio de R$ 7 mil.
Após as competições, o clima de fé e celebração tomou conta da ExpoVG com o show gospel da banda Os Bençãos, reunindo famílias inteiras em um momento de emoção e espiritualidade.
Entre os visitantes estava a médica do Pronto-Socorro de Várzea Grande e servidora pública municipal, Hinara Maia da Silva, que participou do evento ao lado da família e destacou a importância da retomada da feira para a cidade.
“Acho que é importante. Agrega na questão econômica, ajuda no crescimento da cidade e proporciona lazer para as famílias. Meus filhos estão amando. A população fica feliz com um evento como esse”, afirmou.
A jovem Yasmim Fátima, moradora de Várzea Grande, contou que participou dos quatro dias de programação e disse esperar que a feira entre definitivamente para o calendário cultural da cidade.
“Várzea Grande estava precisando de um momento como esse. Foi muito bom ver as famílias participando, todo mundo feliz e a cidade movimentada. Espero que seja a primeira de muitas edições”, comentou.
A segurança da ExpoVG também foi destacada pelas forças de segurança pública que atuaram durante os quatro dias de programação. O comandante da Polícia Militar, coronel Nogueira, ressaltou a integração entre os órgãos estaduais e municipais e o resultado positivo da operação montada para garantir a tranquilidade da população.
“A segurança da ExpoVG 2026 foi realizada pelas unidades de segurança pública estadual e municipal. Tivemos Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Secretaria de Segurança Pública do Estado e Guarda Municipal, envolvendo cerca de 170 agentes de segurança. Durante os quatro dias não registramos ocorrências graves. Foi um evento tranquilo, com presença massiva da população, estimada em mais de 100 mil pessoas, permitindo que todos aproveitassem a festa com segurança”, afirmou.
A prefeita Flávia Moretti comemorou o sucesso da retomada da ExpoVG e garantiu que a feira veio para ficar.
“Estou muito feliz com o resultado e já com saudade da ExpoVG neste último dia. A ExpoVG veio para ficar e para fortalecer a economia do Município. Tivemos avanços na rede hoteleira, no comércio formal e informal, além da geração de empregos diretos e indiretos. Tenho certeza de que o saldo foi mais do que positivo. Foi uma ExpoVG realizada com excelência e que venha 2027”, declarou.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou o impacto social, cultural e econômico da feira.
“Além de fomentar a cultura e a comercialização, conseguimos oferecer para o nosso povo um espaço seguro, organizado e gratuito para as famílias. A ExpoVG valorizou os artistas locais, os artesãos e a cultura regional. Várzea Grande só ganhou com esse evento”, afirmou.
Segundo a secretária, o espaço cultural da feira também valorizou o artesanato regional, com exposição de peças produzidas por artesãos da cidade, como viola de cocho, redes artesanais, doces típicos e referências culturais de Limpo Grande, fortalecendo a identidade cultural e gerando renda para dezenas de famílias.
A ExpoVG 2026 encerra deixando um marco histórico para Várzea Grande, unindo entretenimento, tradição, geração de renda, cultura e fortalecimento da economia local em uma edição que ficará marcada na memória da população.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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