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Evento aborda prevenção e combate à hipertensão arterial

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Na próxima terça-feira, 26 de abril é celebrado o Dia Nacional da Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, de acordo com o calendário nacional da Saúde Pública. A data busca conscientizar a sociedade brasileira sobre esse enorme problema de saúde pública, uma doença que acomete mais de 30% da população adulta no Brasil e no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para alertar sobre a prevenção à saúde relacionada à hipertensão arterial, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, em parceria com as equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF), realizam no dia 26 de abril uma ação na Clínica de Atenção Primária do Parque do Lago, a partir das 7h30.

Dentre as ações programadas para o evento haverá atividades interativas envolvendo práticas corporais, dinâmicas sobre alimentação saudável, aferição de pressão e teste de glicemia, orientações gerais com a equipe multiprofissional envolvendo todo o público presente morador da comunidade do Parque do Lago que já realiza tratamento de hipertensão e aos que quiserem comparecer para fazer exames e testes, de forma espontânea.

O Superintendente de Atenção Primária à Saúde de Várzea Grande, Geovane Renfro, esclarece que o Programa Hiperdia do Ministério da Saúde é desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Várzea Grande em todas as unidades básicas de saúde. “Nós cadastramos e acompanhamos todos os pacientes hipertensos e diabéticos, moradores próximos às instalações das unidades e entorno, para fazer um controle mais rigoroso destas doenças e garantir uma melhor qualidade de vida aos pacientes e moradores da cidade”, explicou.

Geovane Renfro pontua que neste mês de abril, todas as Unidades Básicas de Saúde de Várzea Grande, se dedicarão ao combate à hipertensão com a realização de testes de glicemia, aferição de pressão, orientações quanto ao acompanhamento medicamentoso, a todos os pacientes que chegam às unidades, a fim estabelecer vínculos, principalmente com o público adulto, a ter o costume de aferir a pressão, cuidar da alimentação, e principalmente, seguir as orientações para evitar as causas da hipertensão.

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“Muito pode ser feito pelo próprio paciente para prevenir ou controlar esse inimigo invisível e perigoso. Uma das medidas mais úteis e efetivas é utilizar o mínimo de sal no preparo dos alimentos, o que é difícil, mas não impossível. O brasileiro consome cerca de 10 gramas de sal ao dia, ou seja, o dobro do recomendado pelos especialistas. Evitar alimentos embutidos é muito importante a exemplo de salsichas, salames, presunto, lingüiça, rosbife, hambúrguer, etc; molhos prontos como shoyu, ketchup, mostarda, maionese, entre outros; carnes salgadas como o bacalhau, o charque, a carne seca e defumados; alimentos gordurosos; frituras em imersão; o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o hábito de fumar”, citou o superintendente.

A técnica responsável pelo Programa Hiperdia, Amanda Cristiane de Oliveira Rosa, explica que a pressão alta raramente manifesta sintomas. Geralmente, quando ocorre, é porque está alta demais ou subiu abruptamente, podendo até ameaçar a vida. Ele alerta que as doenças cardiovasculares, como infarto, insuficiência cardíaca, derrame cerebral ou acidente vascular cerebral, entupimento das artérias ou doença arterial obstrutiva crônica, podem surgir ou se agravar em decorrência da pressão arterial. 

“Nos rins, a pressão alta faz com que eles diminuam de tamanho. O doente pode chegar a precisar de diálise ou de transplante para viver. Então, sabendo destas conseqüências, uma boa dica é que não se pode esperar que a pressão alta dê sintomas ou sinais para tratá-la, porque poderá ser tarde demais para evitar os estragos. Os sintomas devem ser observados, como cansaço, tonturas e sangramento pelo nariz. A pressão alta não tem cura, mas seu controle melhora muito a qualidade de vida do paciente. Entretanto, atitudes como medir a pressão arterial regularmente, adotar uma alimentação saudável, reduzir o consumo de sal, manter um peso ideal, evitar o consumo de bebidas alcoólicas em excesso, praticar atividade física regularmente, não fumar e diminuir o estresse , são alguns dos cuidados  necessários”, adverte a Técnica em Saúde.

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Amanda Cristiane de Oliveira Rosa também orienta de que uma vez que hipertensão ou pressão alta não possuem sintomas iniciais, a melhor maneira de descobrir é aferindo a pressão com regularidade. “A hipertensão ocorre quando a pressão arterial está acima do limite normal. Considera-se que uma pessoa é hipertensa se os níveis da pressão arterial forem iguais ou superiores a 14 por 9. Nos casos de hipertensão leve, mudanças no estilo de vida – emagrecer e praticar atividades físicas, podem contornar o problema. Caso a pressão arterial atinja valores acima de 14 por 9, significa que a pessoa está com a pressão alta. Se a hipertensão não for controlada e acompanhada por médicos, pode comprometer o bom funcionamento de órgãos, causar o Acidente Vascular Cerebral, conhecido por AVC, e o infarto no miocárdio”, disse.

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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