VÁRZEA GRANDE
Etapa municipal da IV Conferência Nacional de Educação será nos dias 12 e 13 de abril
VÁRZEA GRANDE
A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande (Smecel) e o Fórum Municipal de Educação promovem dias 12 e 13 de abril a Etapa Municipal da “IV Conferência Nacional de Educação – CONAE 2021/2022”. O evento ocorrerá em dois locais, no Hotel Hits Pantanal, no bairro Aeroporto e no Anexo II da Smecel, no bairro Jardim Marajoara.
“Inclusão, equidade e qualidade – Compromisso com o futuro da educação brasileira” é o tema da Conferência Nacional de Educação, um espaço democrático organizado pelo Poder Público e articulado com a sociedade para que todos possam participar dos avanços e desenvolvimento da Educação Nacional.
Por meio do CONAE, o Fórum Estadual de Educação (FEE) deve garantir espaços democráticos de discussão e preservação da qualidade social da Educação Pública.
O objetivo da IV Conferência Nacional de Educação será de avaliar a implementação do II Plano Nacional de Educação, com destaque específico ao cumprimento das metas e das estratégias intermediárias, sem prescindir de uma análise global dos Planos de Educação, além de avaliar a implementação dos planos estaduais, distrital e municipais de educação, os avanços e os desafios para as políticas públicas educacionais e conclamar a sociedade brasileira para a elaboração e aprovação do novo Programa Nacional de Educação (PNE 2024-2034).
Nas etapas municipais, regionais e estaduais, a conferência terá como orientação os conteúdos do Documento Referência encaminhado pelo Fórum Nacional de Educação – FNE.
O tema central da IV Conferência Nacional de Educação, conforme explicitado no seu Documento Referência está dividido em eixos e subeixos para avaliação das diretrizes e metas com subeixos divididos em:
Eixo 1 – Evolução das Políticas Educacionais de 2018 a 2022; Avaliação da evolução das Políticas Públicas no âmbito da educação, desde a última CONAE (2018) até 2022; Avaliação diagnóstica sobre as 10 diretrizes e as 20 metas estabelecidas, atualização sobre as demandas atuais; Valorização dos profissionais da educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde; Inclusão, acessibilidade, direitos humanos e ambientais, justiça social, políticas de cotas, educação especial e diversidade; equidade: democratização do acesso, permanência, aprendizagem e gestão do fluxo escolar; Qualidade: avaliação e regulação das políticas educacionais, Base Nacional Comum Curricular – BNCC; Gestão democrática da escola pública: participação popular e controle social; Os limites e necessidades impostos por crises que impactam a escola: educação em tempos de pandemia.
O eixo 2 – nomeada como ‘Uma escola para o futuro’ vai tratar das temáticas voltadas a Tecnologia e conectividade a serviço da educação e o eixo 3 ‘Criação do Sistema Nacional de Educação – SNE’, irá abordar a avaliação da legislação inerente e do modelo em construção.
As propostas de emendas apontadas pelos municípios e aprovadas nas Conferências municipal e regional serão sistematizadas ao final da Etapa Regional e encaminhadas à comissão organizadora da Etapa Estadual.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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