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ETA Velha volta a funcionar e milhares de moradores terão abastecimento retomado

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Abastecimento será retomado de forma gradativa. Esses primeiros dias tendem a ter menos pressão até que tudo se estabilize

Uma explosão de felicidade e alívio tomou conta da equipe do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE VG) na noite desta segunda-feira (12). Às 23h40, a bomba de captação da ETA Velha (ETA I) voltou a funcionar, após cinco dias de trabalho ininterrupto. O barulho da bomba retomando sua operação foi recebido com aplausos e comemoração pelos trabalhadores, que se dedicaram incansavelmente, die e noite, para garantir que milhares de moradores voltassem a receber água.

Foram cinco dias de esforço exaustivo, montagem e desmontagem da bomba por três vezes para diagnosticar e resolver o problema. A equipe enfrentou noites sem descanso, batalhando contra dificuldades mecânicas e estruturais para garantir que a água voltasse a chegar às casas dos várzea-grandenses.

O diretor-presidente do DAE, Sandro Azambuja, esteve presente no local ao longo de toda a operação, e acompanhou de perto a retomada da captação. Após a primeira hora de produção, monitorou pessoalmente a operação, garantindo que tudo estivesse funcionando dentro da normalidade. Após colocar em funcionamento a bomba, a equipe do DAE seguiu durante toda a madrugada monitorando o funcionamento da bomba.

“Foi um trabalho árduo, que exigiu esforço e dedicação máxima da equipe. Sabemos o quanto a população sofreu e estamos aqui para garantir que o abastecimento seja restabelecido o mais rápido possível. Quando ouvimos o som da bomba funcionando, foi um momento de alívio. Mas o trabalho continua, pois sabemos que ainda temos muitos desafios pela frente”, afirmou Sandro.

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O DESAFIO DESDE O INÍCIO – A ETA I precisou ser desligada inicialmente para a manutenção da adutora que se rompeu na rua Maracanã, no Centro Norte. Naquele momento, acreditava-se que, ao resolver essa questão, o abastecimento seria retomado sem problemas. No entanto, um efeito dominó de falhas começou a surgir, como consequência de sucateamento, furtos e vandalismo.

Durante os dias seguintes, enquanto a ETA I aguardava a finalização da adutora, outros problemas foram surgindo. A bomba da ETA Cristo Rei, localizada na mesma estrutura, também parou de funcionar, exigindo que as equipes do DAE se dividissem entre as duas emergências. Ao mesmo tempo, o Morro do Urubu, que recebe água da ETA I e abastece o Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande, começou a perder nível, forçando o DAE a realocar a produção da ETA II (Júlio Campos).

“Nos últimos dias, a população sofreu com a falta d’água, e o DAE precisou reforçar a distribuição com caminhões-pipa, priorizando hospitais, escolas e regiões mais críticas. Mas, mesmo diante das dificuldades, a equipe não desistiu”, pontuou Sandro.

ABASTECIMENTO SERÁ RETOMADO GRADATIVAMENTE – Com o retorno da ETA Velha, a água será distribuída de forma gradual para evitar danos à rede. Como os canos ficaram secos por dias, a pressão inicial será reduzida, pois o primeiro passo é encher a tubulação antes que a água comece a chegar com força total às casas.

Os primeiros bairros a serem abastecidos pela ETA I serão:

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Manhã

– Centro / Nova Várzea Grande

– Costa Verde

– Nova Era

– Nossa Senhora da Guia

Tarde

– Canelas

– Ouro Branco

– Paula II (próximo ao Canelas)

Noite

– Ipase

– Imperador

– Aeroporto

– Planalto Ipiranga

– Ikaray

– Novo Horizonte (próximo à Estrada do Capão)

A normalização completa do abastecimento seguirá conforme o cronograma de intermitência, garantindo que todos os bairros atendidos pela ETA I voltem a receber água nos próximos dias.

COMPROMISSO E TRANSPARÊNCIA – O diretor-presidente do DAE, Sandro Azambuja, reforçou o compromisso da autarquia em enfrentar os desafios e trabalhar com total transparência.

“Estive aqui acompanhando cada detalhe desse processo, porque sei o impacto que a falta de água tem na vida das pessoas. Estamos trabalhando com todo o empenho para restabelecer o abastecimento da cidade e minimizar os danos causados pelos problemas estruturais que encontramos. Hoje conseguimos vencer mais uma batalha, mas ainda temos muito trabalho pela frente”, declarou Sandro.

Com o retorno da ETA I, a expectativa é que o Pronto-Socorro e demais bairros atendidos pelo Morro do Urubu voltem a receber água normalmente, aliviando a pressão sobre a ETA II.

O DAE segue atuando com monitoramento contínuo e reforça que qualquer problema no abastecimento deve ser comunicado pelos canais oficiais para que a equipe possa verificar e atender cada situação com prioridade.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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