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Esforço interno dribla queda de repasses e VG encerra 2023 com superávit de R$ 290 milhões

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O ano de 2023 se torna um marco na história financeira da prefeitura de Várzea Grande. Apesar de retrações nos repasses constitucionais ao Município, o saldo financeiro foi de superávit, impulsionado pelo esforço da atual gestão em criar condições e meios para impulsionar a evolução da receita tributária

Definitivamente, o ano de 2023 se tornou um marco para saúde financeira da prefeitura de Várzea Grande. Apesar de todo aperto, em razão da retração constante e evolutiva dos repasses constitucionais ao Município, o balanço fiscal apontou superávit de mais de R$ 290 milhões, consolidando uma receita inédita de R$ 1,13 bilhão contra R$ 994,33 milhões do ano anterior.

Apesar das retrações em repasses constitucionais – que foram ao longo do ano frustrando a previsão global de receita para 2023 – a receita tributária cresceu e pôde sustentar o balanço positivo do período ao somar expansão anual de 22%, passando de R$ 214,94 milhões para R$ 261,82 milhões. Somente a receita tributária, dinheiro próprios do Município arrecadado por meio da quitação de impostos e taxas, respondeu por mais de 21% da receita global de 2023.

Esses e outros dados foram apresentados por meio de uma Audiência Pública em formato online, para apresentação dos demonstrativos do cumprimento das metas fiscais do 2º quadrimestre de 2023, ou seja, divulgação do balanço de Gestão Financeira referente aos meses setembro a dezembro, consolidando os dados financeiros de 2023, no último dia 26.

“É importante destacar a evolução da nossa receita tributária, que chamamos também de receita própria, que é a responsável por financiar grande parte das obras e serviços que trazemos para Várzea Grande. Lançamos mão de tudo que foi possível, dentro da legislação para ampliar nossa base de contribuintes e trazer os inadimplentes para regularização. Essa foi nossa estratégia para driblar a perda de recursos federais e estaduais que vinha se agigantando diante de nós desde meados de 2022. Para agregar receita modificamos a legislação, que previa parcelamentos em até 36 vezes para 60 meses, e aqui aproveito para agradecer a Câmara Municipal por entender essa necessidade e nos apoiar. Fechamos 2023 com superávit e investindo recursos próprios em grande parte das obras que lançamos e nas que já entregamos. No sábado mesmo entregamos a ETA do Chapéu do Sol/Pari. Nossa contrapartida de mais de R$ 13 milhões, em recursos próprios está paga. Obras quitada por parte da prefeitura municipal. E esse dinheiro que entra com o pagamento de impostos, além de uma série de obras e serviços, está custeando a ETA Imigrantes que vamos entregar em maio. Nossa gestão está repleta de grandes avanços”, frisou o prefeito Kalil Baracat.

A secretária de Gestão Fazendária, responsável pela validação dos dados, destacou que esse esforço interno em criar meios de agregar receita foi tão exitoso que não apenas reduziu o impacto da retração de repasses como possibilitou números recordes ao balanço de 2023. “Eu só tenho que agradecer ao corpo contábil e à equipe tributária pela dedicação em apontar soluções para não ficarmos no vermelho. Evoluímos tanto em 2023, mesmo sob uma realidade de escassez de repasses, que nossa média de arrecadação mensal passou de R$ 66,96 mil/mês no ano de 2021, quando o prefeito Kalil assumiu, para R$ 94,91 mil/mês em 2023, um ganho nesse período de mais de 40%. Nosso saldo inédito reflete uma dobradinha de esforço fiscal interno com a oferta de condições inéditas para flexibilizar o pagamento de dívidas dos contribuintes junto ao Fisco municipal”, explicou.

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A secretária destaca ainda que no ano de 2021, primeiro ano de mandato do prefeito Kalil, a arrecadação fechada o exercício em R$ 800,30 milhões e agora em 2023 foi ao recorde de R$ 1,13 bilhão.

“A receita tributária é o que pode se chamar de ‘receita própria’. E justamente pelo peso de ser uma receita nossa, estamos durante a gestão do prefeito Kalil reforçando as estratégias de atuação da Pasta para fazer justiça fiscal e cobrar o que devido, sem aumento da carga tributária. Além do emprego de tecnologias que se somam aos esforços do corpo técnico e fiscal, o prefeito reforça a nossa atuação flexibilizando o pagamento, criando condições facilitadas para aumentar nossa base de contribuintes. Dentro das receitas correntes, a receita tributária, oriunda de impostos como IPTU, ITBI e ISS, foi a que mais cresceu neste ano. Essa evolução se reverte em obras de pavimentação, de expansão do sistema de abastecimento de água e uma dezena de outras obras e serviços financiadas com nosso recurso, somente com a receita que Várzea Grande arrecada”.

Da receita líquida de mais de um R$ 1 ,13 bilhão, por mais um ano de sua gestão, o prefeito manteve a linha em aplicar recursos em áreas que considera essenciais como Educação, Saúde e Infraestrutura, campos esses que justos somaram mais de R$ 994 milhões em 2023.

ÁREAS ESSENCIAIS – Seguindo a legislação, Várzea Grande é obrigada a aplicar ao menos 15% da receita própria na Saúde e outros 25% na Educação. O balanço atual revela que na Saúde – atendo à demanda sempre crescente da população, não apenas de Várzea Grande – que foram investidos nessa área R$ 254,54 milhões de forma global, sendo R$ 107,47 milhões de recursos próprios. Considerando a aplicação de recursos próprios e a obrigação constitucional de 15%, Várzea Grande que deveria investir R$ 83,38 milhões, aplicou R$ 24,09 milhões a mais e ao invés de 15%, fechou o ano com repasse de 19,33% de sua repassa, na Saúde.

Na Educação a prioridade se repete: dos R$ 388 milhões aplicados, R$ 145,04 milhões vieram da receita própria, o que correspondeu a 25,39% da arrecadação. Se seguisse à risca a margem constitucional, seriam 25% da arrecadação, o que em cifras representaria R$ 142,04 milhões. Mas a aplicação superou em mais de R$ 2,23 milhões os 25%.

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Na Infraestrutura, serviços executados pela secretaria de Viação e Obras, foram aplicados R$ 352,13 milhões no decorrer de 2023.

NA PONTA DO LÁPIS – Em relação aos gastos com pessoal, a prefeitura se mantém abaixo do limite prudencial. Conforme o balanço das metas fiscais, Várzea Grande atinge índice de 48,84% do total da receita corrente líquida dos últimos 12 meses. O limite prudencial é de 51,30% e o teto de 54%.

Lucineia destacou que ao longo do ano o radar da gestão esteve voltado aos limites de gastos com pessoal. “Quanto mais nossa receita de repasses constitucionais cai – especialmente de ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), – mais difícil é para manter o equilíbrio fiscal, ou seja, atender à Lei de Responsabilidade Fiscal, a LRF. No segundo quadrimestre, por exemplo chegamos ao índice de 49%, mas conseguimos reduzir esse indicador, mesmo ampliando nossa receita”.

O prefeito Kalil Baracat acompanha passo a passo o comportamento do Tesouro Municipal e avaliza a preocupação da secretária. “Quanto maior o controle na aplicação da folha, na despesa com o pessoal, menor será o nosso índice. Nós não podemos ultrapassar o limite prudencial de 51,30%, hoje, em que pesem as dificuldades, estamos abaixo do prudencial. Isso é a preocupação do Município. Quando a receita relativa às transferências cai, nossa receita corrente líquida encolhe e vai impactar diretamente sobre os nossos índices constitucionais. Então acendemos a luz de alerta na gestão. Temos de elevar a receita e seguir controlando gastos com pessoal”.

Ao avaliar os dados, Kalil explica que o comprimento das metas fiscais de 2023 expressa o compromisso da gestão com a disciplina fiscal e a seriedade na aplicação dos recursos públicos. “Entendemos que a análise da avaliação do comprimento das metas fiscais de 2023 demonstra com clareza o esforço de todos os nossos secretários e de todos os demais servidores que direta e indiretamente contribuem para a correta aplicação dos recursos públicos deste Município. Hoje, a secretaria de Gestão Fazendária tem uma responsabilidade muito grande na arrecadação do Município e cada vez se empenha em ampliar a receita com justiça fiscal. Nossa arrecadação cresce na medida em que a prefeitura executa e entrega obras que melhoram a qualidade de vida da população. Aqui prestamos conta de recursos. Mas no dia a dia, todos podem conferir: revertermos os valores pagos em projetos e ações, e priorizamos áreas essenciais como saúde, educação e mobilidade. Quanto mais a gente comprova o trabalho, mas o contribuinte se conscientiza de sua importância na geração de receita própria à cidade”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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