VÁRZEA GRANDE
Escolas de Várzea Grande celebram 159 anos com cultura, criatividade e civismo
VÁRZEA GRANDE
A rede municipal de ensino de Várzea Grande está em clima de festa. Em comemoração aos 159 anos do município, celebrados nesta sexta-feira (15 de maio), diversas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) prepararam, ao longo desta quinta-feira (14), programações especiais repletas de alegria, cultura e aprendizado.
As ações, organizadas pelas próprias unidades escolares com apoio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, têm como objetivo fortalecer o sentimento de pertencimento dos alunos e valorizar a história e a identidade várzea-grandense desde a infância.
No CMEI Domingos Sávio, a comemoração foi marcada por emoção e encantamento. A diretora Luciana Campos destacou a importância de proporcionar momentos significativos para as crianças.
“É uma alegria imensa realizar um evento como esse. Trabalhar a história da nossa cidade de forma lúdica e afetiva faz toda a diferença no desenvolvimento das crianças. Elas se encantam, participam e levam esse sentimento para a vida”, afirmou.
Um dos pontos altos da programação foi a apresentação do Grupo de Cultura Cuiabana – MT, que levou música, dança e elementos tradicionais da cultura regional para crianças de 1 a 3 anos. Com figurinos típicos e uma abordagem interativa, o grupo encantou o público e proporcionou um verdadeiro mergulho nas raízes culturais da região. A celebração foi encerrada com um café da manhã que reuniu alunos, servidores e a comunidade escolar.
Na EMEB Joaquim da Cruz Coelho, a programação teve início com um desfile cívico que emocionou a todos. Durante a abertura, os alunos desfilaram com as bandeiras do Brasil, de Mato Grosso e de Várzea Grande, reforçando o respeito à pátria e à história local. No período vespertino, as comemorações seguem com apresentações de dança e declamações de poemas em homenagem à cidade.
Já na EMEB Rita Auxiliadora, o destaque foi a criatividade e o protagonismo dos alunos, que participaram de uma exposição de maquetes representando os principais pontos culturais e turísticos de Várzea Grande — uma verdadeira demonstração artística da “cidade industrial”.
A professora do 4º ano A, Elisabete Sabatini Nunes, explicou o processo de construção dos trabalhos.
“Foi um processo intenso, mas muito gratificante. Os alunos realizaram pesquisas sobre a cidade, conheceram seus pontos turísticos e, a partir disso, começaram a construir as maquetes em grupo, dentro da sala de aula. Utilizamos materiais como papelão e isopor. Todo o trabalho envolveu pintura, montagem e muita dedicação. Além de valer nota, esse tipo de atividade fortalece o aprendizado, a interação e faz com que eles se sintam capazes ao ver o resultado final. É uma construção pedagógica de conhecimento e convivência”, destacou.
A diretora da unidade, Simoni Cristina Curvo, também ressaltou o empenho coletivo.
“Agradeço a participação de todos os professores envolvidos. O esforço de cada um foi essencial para o desenvolvimento das crianças, que se dedicaram muito na construção das maquetes e hoje têm a oportunidade de expor seus trabalhos com orgulho”, afirmou.
Parte dos trabalhos produzidos pelos alunos da EMEB Rita Auxiliadora será exposta durante o desfile cívico em comemoração ao aniversário da cidade, marcado para esta sexta-feira (15), a partir das 16h, na Avenida Couto Magalhães, nas proximidades da Praça Aquidaban.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou a importância das ações desenvolvidas nas unidades escolares.
“Celebrar o aniversário de Várzea Grande dentro das escolas é uma forma de fortalecer a identidade dos nossos alunos e aproximá-los da história da cidade. São momentos de aprendizado que vão além da sala de aula e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e orgulhosos do lugar onde vivem”, afirmou.
As comemorações seguem ao longo do dia em diversas unidades da rede municipal, reforçando o papel da escola como espaço de aprendizado, cultura e valorização da identidade local. A celebração dos 159 anos de Várzea Grande nas escolas mostra que educar também é cultivar raízes, memórias e o amor pela cidade.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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