VÁRZEA GRANDE
Equipes da Saúde ampliam atendimentos durante o 1º Mutirão Social no bairro Capela do Piçarrão
VÁRZEA GRANDE
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande participou, neste sábado (20), do 1º Mutirão Social realizado no bairro Capela do Piçarrão, levando uma série de serviços gratuitos à população. A ação ocorreu na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Professor Antônio Sebastião Salústio Areias e foi coordenada pela Igreja Assembleia de Deus, com apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio de diversas secretarias municipais, além do deputado estadual Maxi Russi.
Durante toda a manhã, centenas de moradores tiveram acesso a atendimentos e orientações em saúde, reforçando o compromisso da gestão municipal em ampliar o acesso da população aos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
As equipes da Secretaria Municipal de Saúde realizaram diversos atendimentos, entre eles a atualização do cartão vacinal, acompanhamento do programa Bolsa Família, consultas médicas, orientações odontológicas e atendimento cardiológico.
Ao longo da ação foram aplicadas 47 doses de vacinas, realizados 34 acompanhamentos do Bolsa Família e 11 atendimentos no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além da vacinação antirrábica de 26 animais, sendo 20 cães e seis gatos.
Na área médica, foram realizados 27 atendimentos. Também foram distribuídos 129 kits de higiene bucal aos participantes. As equipes promoveram ainda palestras voltadas à promoção da saúde, educação em saúde bucal, técnicas corretas de escovação e dicas de alimentação saudável.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destacou a importância de aproximar os serviços da comunidade.
“Nosso compromisso é levar saúde cada vez mais perto das pessoas. A participação da Secretaria em ações como essa é fundamental para ampliar o acesso aos serviços e fortalecer a prevenção. Ficamos muito felizes em ver a grande participação da comunidade e seguiremos presentes em todas as ações que contribuam para melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou.
A superintendente da Atenção Primária, Nathalia Rondon, ressaltou o empenho das equipes durante a ação.
“Nossos profissionais estiveram mobilizados para garantir acolhimento e assistência à população, realizando vacinação, acompanhamento do Bolsa Família, aferições e diversas orientações em saúde. Essas ações fortalecem o vínculo entre as unidades de saúde e a comunidade, além de promoverem prevenção e cuidado integral”, destacou.
Já a coordenadora da Atenção Secundária, Sônia Nabarrete, enfatizou a importância da oferta de consultas especializadas e orientações durante o mutirão.
“Disponibilizamos profissionais médicos, atendimento cardiológico e toda uma equipe preparada para orientar a população sobre saúde bucal e hábitos saudáveis. O objetivo é justamente ampliar o acesso e proporcionar cuidado humanizado, especialmente para quem muitas vezes encontra dificuldades para buscar esses serviços no dia a dia”, pontuou.
Quem participou aprovou a iniciativa. A moradora Neuza Pereira destacou a praticidade do mutirão. “Essas ações facilitam muito a vida da população. Conseguimos encontrar vários serviços no mesmo lugar e isso ajuda principalmente as pessoas mais carentes, que muitas vezes têm dificuldade de acesso”, relatou.
Já a moradora Terezinha Campos comemorou a oportunidade de realizar uma consulta com especialista. “Eu estava precisando passar por um cardiologista e consegui a consulta aqui no mutirão. Foi muito importante para mim e para muitas pessoas da comunidade”, afirmou.
A expectativa dos organizadores é que novas edições da ação sejam realizadas, fortalecendo a promoção da saúde e a cidadania nas comunidades várzea-grandenses.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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