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Equipe do Cadastro Único vai percorrer vários bairros neste mês de dezembro

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Equipes da secretaria de assistência Social – que atuam no Cadastro Único – estarão neste mês de dezembro realizando ações de busca ativa de beneficiários – nos bairros: São Benedito, Jardim Manaíra, Princesa do Sol e Jardim Primavera. Os interessados em atualizar as informações cadastrais devem procurar os locais onde os trabalhos serão realizados.

A coordenadora do Cadastro Único, Elizângela Ferreira Arantes, informa que nesta quarta-feira (6), a equipe que realiza o trabalho estará visitando o bairro São Benedito, na Rua 16, Quadra 18, no espaço da antiga feira. “Daremos início aos trabalhos às 8:00 e seguimos até as 11:00 horas. É importante que o morador tenha em mãos as documentações pessoais e comprovante de endereço. Vale lembrar que os beneficiários de programas sociais, a exemplo do Bolsa Família, devem estar com os dados atualizados, caso contrário podem ter o benefício suspenso”, alertou.

Elizangela Arantes lembra que uma das linhas de atuação do Programa de Fortalecimento Emergencial de Atendimento do Cadastro Único no Sistema Único de Assistência Social (PROCAD-SUAS), exige a atualização e regularização – permanentes – do CadÚnico, que deve servir de base eficaz à identificação e a caracterização das famílias de baixa renda ou vulneráveis à pobreza.

“O CadÚnico é uma importante ferramenta para a articulação da rede de promoção e proteção social e também um mecanismo fundamental para a integração das iniciativas de diversas áreas e em todos os âmbitos da federação que visam promover a inclusão social. O objetivo da ação é fazer a regularização das famílias que se encontram em descumprimentos das condicionalidades e com isso estão perdendo os seus benefícios”, certificou.

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Para a secretária da Assistência Social, Ana Cristina Vieira, essa ações realizadas nos bairros, tem aproximado e tem sido positiva uma vez que leva para as diversas regiões da cidade, essa atividade, que é executada nos Centros de Referência em Assistência Social – CRAS – dos bairros Santa Maria, Jardim Glória, São Mateus e Cristo Rei, e ainda na sede da Secretaria de assistência.

“E por entender a importância desse serviço, a secretaria de Assistência Social vem desde o mês de junho, demandando esforços para realizar essa ação nos bairros, onde a equipe do Cadastro Único tem realizado essa busca ativa dos beneficiários de programas sociais, realizando a atualização cadastral e a inserção de novas famílias cadastradas. Várzea Grande possui atualmente 20.777 famílias em situação de pobreza, e para atender a demanda apresentada, estamos realizando ações estratégicas em rede, com atendimentos nos CRAS e também nos bairros”.

A titular da pasta lembra ainda que o Cadastro Único é um instrumento que possibilita a identificação e a caracterização socioeconômica das famílias brasileiras de baixa renda, podendo ser utilizado para diversas políticas e programas sociais voltados a este público.

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“Por meio de sua base de dados, é possível conhecer quem são, onde estão e quais são as principais características, necessidades e potencialidades da parcela mais pobre e vulnerável da população. E é justamente esse trabalho que vem sendo feito em Várzea Grande. Uma das atribuições do Cadastro Único é fazer a busca ativa das famílias, neste programa estamos intensificando essa ação e de forma descentralizada”, completou Ana Cristina.

É importante que os beneficiários de auxílios, federal, estadual ou municipal estejam com os dados cadastrais em dia. Qualquer mudança, seja de endereço, celular ou até cidade, devem ser comunicados.

AGENDA DE SERVIÇOS: Confira as datas e locais onde serão realizadas as ações descentralizadas do Cadastro Único.

Dia 06: Bairro São Benedito

Rua 16, Quadra 18 (no espaço da antiga feira)

Horário: das 8h às 11:00 horas

Dia 15: Jardim Manaíra

Rua Major João Ribeiro (no espaço da igreja Nossa Senhora de Guadalupe).

Horário: das 8h às 11:00 horas

Dia 20: Bairro Princesa do Sol

Avenida São Gonçalo

Horário: das 8h às 11:00 horas

Dia 22: Bairro Jardim Primavera

Rua 36 S-N (no espaço do Centro Comunitário)

Horário: das 8h às 11:00 horas

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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