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Equipe do Cadastro Único realiza busca ativa de beneficiários do bairro Jardim Imperial e região

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Os moradores do Jardim Imperial receberam, na manhã desta quarta-feira (17), uma ação promovida pela equipe da Secretaria de Assistência Social – que atua no Cadastro Único – para a busca ativa de famílias, moradoras do bairro e região adjacentes, que estão com inconsistência cadastral, atualização e a inscrição de novas famílias para que tenham acesso a benefícios do Governo Federal, Estadual e Municipal.

A coordenadora do Cadastro Único, Elisangela Arantes, ressaltou a importância das pessoas manterem seus dados atualizados, pois essa é uma das exigências para que os beneficiários possam continuar recebendo auxílios, a exemplo do Bolsa Família. “Estamos com o projeto Cadastro Único no seu bairro e todas as quartas-feiras visitando bairros mais vulneráveis, neste atendimento de busca ativa das famílias que precisam atualizar os seus cadastros. Desde o ano passado estamos com esse projeto percorrendo a região urbana e também a zona rural”, informou.

A coordenadora explica que o setor possui um cronograma mensal de atendimentos que estão disponíveis nas unidades dos Centros de Referência em Assistência Social – CRAS, no portal da Prefeitura Municipal e nas redes sociais. “É importante que as famílias que necessitam desse aporte, tenham seus dados atualizados e busquem se informar onde está sendo realizada a nossa ação e que venha ao nosso encontro”, solicitou.

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A moradora do bairro Jardim Imperial, Ana Rosa de Almeida, não perdeu a oportunidade e foi à praça resolver sua questão. “Que bom que esse evento veio para o meu bairro. Eu mesma estava sem dinheiro para me locomover até o CRAS mais próximo e com essa ação aqui pude resolver essa pendência. Essa ação é importante porque nos aproxima e a equipe da Prefeitura pode comprovar a nossa necessidade”.

Maria Isabel Pinto da Silva, também aprovou a iniciativa da Secretaria de Assistência na ação do Cadastro Único no seu bairro. “Achei boa essa ação aqui no meu bairro e aproveitei para atualizar o meu cadastro. A gente precisa de ação como essa, e tomara que seja realizada sempre em nossa região”, comemorou.

Durante o evento, que foi executado na praça central do bairro, os moradores também tiveram atendimento psicossocial, realizada pela Secretaria de Saúde, parceira da ação, bem como a participação da Casa de Sarita, com a apresentação dos cursos que são ofertados no local e que estão à disposição de mulheres e meninas a partir de 14 anos.

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A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, destaca que ao longo desses quatro anos a pasta tem realizado muitas ações nos bairros, oferecendo atendimentos sociais. “Hoje mesmo estamos aqui no bairro Jardim Imperial trazendo serviços da Casa de Sarita, do CRAS Jardim Glória, e do Cadastro Único. A ideia é disponibilizar serviços, nos aproximar da comunidade na garantia de direitos”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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