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Educação implanta projeto inovador na rede municipal e se torna pioneira em Mato Grosso

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O sistema também traz tecnologia no controle de presença com reconhecimento facial, controle de refeições com cálculo de quantidade ideal de refeições a serem preparadas, evitando o desperdício de alimentos e uma gestão eficiente das escolas

A prefeita Flávia Moretti e o vice-prefeito, Tião da Zaeli – ambos do PL -, participaram, na manhã desta segunda-feira, (1º) da implantação do Projeto Estuda Mais na rede municipal de Várzea Grande, que entre as novidades implanta o sistema de reconhecimento facial dos alunos e controle de refeições, sendo pioneiro na rede pública em nível estadual.

Esse mesmo sistema já vem sendo utilizado em escolas particulares no estado e no país, mas na esfera municipal, Várzea Grande está inovando ao implantar Projeto Estuda Mais em sua rede de ensino. “No estado de Mato Grosso estamos sendo o primeiro Município a implantar esse sistema”, comemorou a prefeita Flávia.

O evento ocorreu na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Alino Ferreira de Magalhães’, no bairro Alto da Boa Vista, Parque do Lago.

O projeto é uma iniciativa completa para proteger, monitorar e responder com agilidade em qualquer situação dentro e no entorno da escola. São seis câmeras com inteligência embarcada com detecção de intrusão, monitorando o interior e o entorno da escola 24 horas por dia, sete dias por semana.

O sistema também traz tecnologia no controle de presença com reconhecimento facial, controle de refeições com cálculo de quantidade ideal de refeições a serem preparadas, evitando o desperdício de alimentos, dashboards e painéis analíticos que vão permitir uma análise otimizada, baseada em dados reais para auxiliar diretores e a própria Secretaria na gestão eficiente das escolas municipais.

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De acordo com a prefeita Flávia Moretti, essa era uma demanda desde a elaboração do seu Plano de Governo. O desafio de melhorar o desempenho, dar ferramentas tecnológicas que auxiliem na aprendizagem e monitorar a frequência dos alunos, motivou a gestão a implantar o sistema que tem como objetivo dar respostas imediatas a essas questões.

“A resposta tem que vir pela tecnologia e inovação, que vai nos atender, inclusive, no monitoramento da evasão escolar, além do controle sobre todas as informações importantes sobre alunos, escola e comunidade escolar” disse.

Moretti ainda afirmou que a decisão é inovar gestão escolar. “Não se pode mais trabalhar apenas com planilhas de excel, temos de utilizar os sistemas de tecnologia e inteligência que existem para isso” pontuou.

O vice-prefeito, Tião da Zaeli, destacou que as informações disponibilizadas pelo sistema do Educa Mais vão fazer com que as famílias se conectem mais à escola e se envolvam na educação dos filhos, garantindo assim a participação efetiva da comunidade no ambiente escolar.

VENCENDO DESAFIOS – O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Igor Cunha, revelou que essa ferramenta tecnológica, após os ajustes que se farão necessários, será fundamental para o planejamento estratégico, “e para que possamos avançar de forma mais assertiva no melhoramento dos nossos índices do IDEB, assim como na redução da evasão escolar na rede municipal de Várzea Grande” reforçou.

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Ainda segundo o secretário, “a evasão escolar pode e deve ser enfrentada com o monitoramento pelas ferramentas tecnológicas, aliadas à metodologia de ensino, com qualificação para os professores e a utilização dos dados para a identificação de necessidades e deficiências dos nossos alunos” explicou.

A diretora da escola, professora Marcia Macedo, disse que o sistema de monitoramento do Projeto Educa Mais vai trazer mais segurança para os pais. “Com o sistema de identificação facial, os pais poderão acompanhar a permanência dos filhos na escola, o horário de chegada e de saída, também poderão acompanhar o dia-a-dia das atividades e as evoluções no aprendizado, tudo isso através de um aplicativo no celular, além facilitar a troca de informações com a escola, na solicitação de documentação, histórico escolar e outros serviços” afirmou.

A EMEB ‘Alino Ferreira de Magalhães’ será uma escola piloto na implantação e ajustes do Projeto Estuda Mais da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e a partir das experiências na escola, será implementado nas demais 96 unidades escolares da rede municipal de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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