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“Demos o primeiro passo para resolver problema da água em Várzea Grande”

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Enquanto não estiver completado o processo de concessão, a gestão Flávia/Tião continuará realizando os serviços necessários no DAE, com investimentos e contenção de vazamentos

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), iniciou o processo de concessão privada do Departamento de Água e Esgoto (DAE), ao assinar o contrato com Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe). A empresa será responsável por fornecer estudo e auxiliar o Município na definição do melhor modelo para a licitação da prestação dos serviços públicos para universalização do sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

“Estamos dando o primeiro passo para resolver o problema do abastecimento de água no Município. A água é dignidade e a realidade de Várzea Grande vai mudar. Todos os várzea-grandenses sabem que este é o maior problema do Município, mas vamos virar essa página. A Fipe fará todos os estudos para iniciarmos o processo de concessão”, disse Moretti.

A prefeita lembra que todo o processo será técnico e transparente com a população. “Esse processo começa agora rumo à universalização da água dentro do nosso Município. Vamos garantir que cada casa e empresa tenha água na torneira. Esse é o começo de uma mudança em Várzea Grande. Promessa feita, promessa cumprida”, conta Moretti.

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Ela ainda pontua que enquanto não houver completado o processo de concessão, ela e o vice-prefeito, Tião da Zaeli (PL), continuarão realizando os serviços necessários no DAE. “O DAE ainda sofre com questões de vazamentos e outros problemas, por isso não podemos parar. Falei com o Tião para que nos ajude a operar o DAE e que possa fazer os investimentos necessários para avançarmos neste quesito. Não haverá lacunas na prestação de serviços à população enquanto se estuda o melhor modelo de concessão privada”, declarou a prefeita Flávia Moretti.

Prova do foco da atual gestão é o projeto lançado no dia do aniversário da cidade – dia 15 de maio – no bairro Paiaguás, que prevê ações conjuntas de pavimentação e extensão de redes de abastecimento de água, uma força-tarefa para melhoria da qualidade de vida.

Com investimentos que somam R$ 10 milhões, provenientes de recursos próprios e de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Botelho (União), o projeto prevê um amplo pacote de melhorias: terraplenagem, drenagem, construção de ramais e, principalmente, pavimentação de qualidade. A execução tem prazo inicial de 90 dias, podendo ser ajustado conforme a demanda técnica.

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Da parte sob execução do Departamento de Água e Esgoto (DAE), estão previstos: implantação de novas ligações de água, corte de ligações irregulares, eliminação de vazamentos e a implantação de uma nova adutora. A tubulação será instalada ao longo da Avenida Emília Jacinto – antes da capa asfáltica – conectando a adutora da Avenida Filinto Müller ao centro do bairro, justamente a área que mais enfrenta baixa pressão e dificuldade de abastecimento. Somente com as ações do DAE, serão quase R$ 600 mil investidos a mais na região.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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