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Debates reúnem lideranças e representantes do movimento feminino em Várzea Grande

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Presente ao evento, a deputada estadual, Janaína Riva (MDB), lembrou que são poucas as ocasiões em que as mulheres ocupam o centro das decisões. Na atual gestão municipal, por exemplo, 75% dos cargos de liderança pertencem às mulheres

Realizada nesta sexta?feira, 25 de julho de 2025, no Centro de Convivência para Idoso Vovô Zeid, a 5ª Conferência Municipal de Políticas para Mulheres de Várzea Grande reuniu lideranças políticas e representantes de movimentos femininos de todo o estado. A prefeita Flávia Moretti (PL) abriu o evento ao lado de todas as titulares e adjuntas de suas secretarias, que, juntas, ultrapassam 75% do quadro de cargos de liderança da atual gestão.

Entre as destacadas presenças, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) saudou a prefeita e reforçou a importância de espaços de protagonismo feminino na política: “São poucas as ocasiões em que mulheres ocupam o centro das decisões. Hoje, precisamos valorizar cada uma de nossas líderes: da rede de enfrentamento à violência doméstica à superintendência da Mulher que se avizinha”.

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Alexandrina Esquivel, presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, lembrou que “os debates de hoje vão enriquecer propostas que garantam mais democracia e igualdade”. Já Leliane Cristina Borges, do Conselho Estadual, destacou o simbolismo do Dia da Mulher Negra e o legado de Tereza de Benguela.

A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, ressaltou o papel estratégico da conferência: “Sem ouvir diretamente as mulheres, não se criam políticas reais. Este é um ponto de partida para avançarmos no enfrentamento e na proteção”.

Representando a Câmara Municipal, o vereador Emerson, enfermeiro de formação, reforçou o compromisso de seus pares com a implantação da Delegacia da Mulher 24h e de políticas de acolhimento. A defensora pública e conselheira Tânia Mattos conclamou a sociedade ao controle social: “Participar é fiscalizar e é isso que transforma discurso em prática”.

A delegada Paula Gomes Araújo enfatizou a rede de proteção: “É essencial articular polícia civil, assistência social e serviços de saúde para reduzir a violência doméstica”. Pela primeira vez presente, a auditora Simony Jin, do TCE?MT, revelou dados alarmantes sobre feminicídio e ausência de orçamento dedicado nos municípios e apoiou o compromisso da prefeita Flávia em estruturar e financiar as políticas de mulheres.

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Com apresentações culturais do Canto Coral Vitória Régia da Escola Estadual de Educação Básica (EMEB) ‘José Estejo de Campos’, a Conferência reforçou o engajamento político das mulheres na construção de uma Várzea Grande mais justa e segura.

Ainda estiveram presentes debatendo representantes dó Fórum de mulheres Negras, de Mulheres Trans, religiosas afros, entre outras.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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