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Dança e acolhimento transformam rotina de idosos do Vovô Zeid, em Várzea Grande

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Nem mesmo a temperatura mais amena registrada nesta sexta-feira (22), em Várzea Grande, impediu que os idosos assistidos pelo Centro de Convivência Vovô Zeid participassem de mais uma edição do Baile dos Idosos, organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social. O evento, realizado semanalmente, já virou tradição dentro do centro e, a cada semana, ganha novos rostinhos que se aconchegam no grande polo de atendimento do público da melhor idade.

Participante ativa das atividades do Vovô Zeid, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, discursou aos idosos presentes, reforçando o compromisso da gestão com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e parabenizando a energia e a disposição dos participantes.

“É emocionante ver este espaço cheio, com nossos idosos felizes, dançando, convivendo e vivendo essa fase da vida com dignidade, respeito e alegria. O Vovô Zeid é mais que um centro de convivência, é um verdadeiro lar de acolhimento, troca de experiências e fortalecimento de vínculos. Nossa gestão tem compromisso com a valorização da pessoa idosa e queremos ampliar ainda mais esse cuidado, levando atividades para outras regiões da cidade, garantindo que mais idosos possam participar e sair do isolamento social”, destacou a prefeita.

Maria da Conceição Oliveira Guedes, de 78 anos, frequenta o Vovô Zeid há quatro anos e não esconde a felicidade em fazer parte das ações desenvolvidas no espaço.

“O Baile é maravilhoso. Descontrai, todo mundo brinca, faz festa e todo mundo se sente bem. Me sinto uma menina, uma garota. Eu com 78 anos, me sinto com 40 anos. O Vovô Zeid contagia, sentimos bem acolhidos. Eu já dancei, já aprendi costurar, desenhar, fazer boneca. Quem não vem, está perdendo. Aqui é um lugar que a gente se renova. Fazemos fisioterapia, podemos fazer coral, jogar, aprendemos muito. A prefeita tem dado um suporte gigantesco”, disse animada.

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Visitando o Vovô Zeid pela primeira vez, a deputada federal Coronel Fernanda se emocionou ao conhecer a estrutura e os atendimentos ofertados aos idosos do Município.

“Fiquei muito feliz de conhecer esse local. Poder conhecer os atendimentos prestados aos nossos idosos, que já ajudaram a construir Várzea Grande. Um dia, nós seremos idosos, então precisamos cuidar dos que cuidaram da gente lá atrás. Quero poder ajudar cada vez mais. Em Várzea Grande, todos os idosos são assistidos”, afirmou a deputada.

A secretaria municipal de Assistência Social destacou que o Vovô Zeid atende 178 idosos, oferecendo atividades que estimulam a socialização, o bem-estar e a qualidade de vida e anunciou a retomada dos bailinhos regionais nos Centro de Referência em Assistência Social (CRAS).

“O Vovô Zeid é um lugar de acolhimento. Temos um serviço de convivência com 178 idosos, que participam de várias atividades, principalmente para tirá-los do isolamento, promover o contato entre eles e fazer com que se sintam motivados a aproveitar cada fase da vida. O Vovô Zeid é uma troca de experiências, um momento de renovação. Nós estamos voltando com os bailinhos por regiões. Além do polo do Vovô Zeid, teremos atividades nas unidades do Cras Cristo Rei e Jardim Glória. O Jardim Glória terá programação sempre às quartas-feiras, junto com o polo São Matheus, e o Cras Cristo Rei com o polo Santa Maria. Os idosos que ainda não participam e querem ir ao baile podem participar”, convidou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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