VÁRZEA GRANDE
Crianças do Vila Arthur participam de palestra e recebem informativos sobre o trabalho infantil
VÁRZEA GRANDE
Crianças e adolescentes que participam dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, do polo Vila Arhur, participaram ontem de uma palestra sobre o trabalho infantil. Durante o encontro eles também confeccionaram catavento de cinco pontas, que é o símbolo internacional do combate ao trabalho e à exploração infantil.
A orientadora social, Renita Borges, explica que o trabalho infantil é um dos temas geradores e que são trabalhados no mês junho, especialmente, no dia 12, data de mobilização e conscientização de luta contra o trabalho infantil. “Dessa forma pensamos em não só discutir o tema, mas propor alguns exercícios para que as crianças pudessem lembrar desse dia. Também confeccionamos o catavento, e a atividade foi realizada por todos, inclusive com a participação de mães que aguardavam os filhos”.
A orientadora disse ainda que as crianças ao final das atividades receberam revistinha infantil, com tema abordando também as formas de trabalho infantil. “Apesar da seriedade, o texto produziu de forma lúdica as formas de trabalho infantil, e os prejuízos que esse ato causa nas crianças, numa demonstração de violação de direitos”.
A coordenadora de Proteção Especial Básica, Bernadete Miranda elogiou o trabalho que todas as orientadoras sociais vêm desempenhando em Várzea Grande. “Elas não medem esforços para realizar as suas atividades e estão todas de parabéns. O nosso Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é referência assim como vários outros projetos e programas sociais realizados em nosso município”.
Ela destacou ainda que além da erradicação do trabalho infantil, outros polos estão trabalhando com esse e outros tema, a exemplo dia mundial do meio ambiente, e das comemorações aos santos Antônio, João e Pedro, com as tradicionais festas juninas”, completou.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásVárzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade
-
CUIABÁ6 dias atrásCapacitação fortalece atuação das equipes das UPAs e Policlínica de Cuiabá
-
CUIABÁ6 dias atrásLimpurb realiza quase 32 mil intervenções na iluminação pública de Cuiabá no primeiro semestre de 2026
-
POLÍTICA MT6 dias atrásEscola do Legislativo abre matrículas para cursos gratuitos do segundo semestre
-
CUIABÁ7 dias atrásSaúde Mental de Cuiabá registra quase 30 mil atendimentos e fortalece estrutura dos CAPS
-
CUIABÁ7 dias atrásPrefeitura promove últimas etapas de capacitação para vigilantes patrimoniais
-
CUIABÁ6 dias atrásMato Grosso AgroFestival apresenta programação completa em lançamento oficial nesta segunda
-
CUIABÁ6 dias atrásParque das Águas recebe sistema de monitoramento com 34 câmeras integradas ao Vigia Mais

