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Contribuinte pode escolher Fundo do idoso ou Fundo da Criança e Adolescente para fazer a sua destinação

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A Secretaria de Assistência Social, em parceria com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), a  Associação Para Desenvolvimento Social dos Municípios do Estado de Mato Grosso-APDM-MT  e o Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC-MT), estão incentivando e orientando o contribuinte a fazer a destinação de parte de seu Imposto de Renda (IR) ao FIA, e, com isso, ampliar o número de projetos de proteção às crianças e adolescentes na cidade e também ao idoso.  
 
O valor destinado pelo contribuinte é um valor que a pessoa já irá pagar à Receita Federal, não há mais custos. Por isso a importância da destinação, informando à Receita onde quer que seja empregado o valor.
 
A titular da pasta, Ana Cristina Vieira disse que muitos contribuintes desconhecem esse direito que tem em indicar um percentual do valor retido para instituições sociais, por isso a necessidade desse trabalho de conscientização, seja por parte do poder público bem como pelos contadores, no momento em que forem fazer a declaração de seus clientes. “É importante que todos tenham essa consciência de que podem ajudar aqueles que necessitam fazendo a destinação de parte de sua declaração, as instituições sociais, e dessa forma ajudando a quem precisa”, destacou.
 
A gestora destacou a necessidade desse trabalho conjunto, no fortalecimento de ações e serviços em prol dos mais carentes. “Estamos juntos e vamos incentivar essa Campanha principalmente, em nosso município. Vamos conclamar aos contadores da cidade de Várzea Grande que sejam multiplicadores e incentivadores desta iniciativa”.  
 
Atualmente em Várzea Grande, 19 projetos com foco nos direitos da criança e do adolescente são financiados pelo Fundo da Infância e Adolescência, o FIA. Administrado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o recurso é repassado a organizações da sociedade civil organizada que trabalham nas áreas de cultura, esporte, inclusão social, artes, dança, educação e combate às drogas.

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Ana Cristina lembrou que diversas crianças e adolescentes de Várzea Grande já são beneficiadas e esse número pode aumentar ainda mais, por meio da destinação do imposto de renda de cada um. “Por essa razão, pedimos para que as pessoas físicas conheçam os projetos, entendam a importância dessa colaboração e façam suas destinações que serão deduzidas do imposto de renda a pagar. E, aos contadores, pedimos que orientem seus clientes a como destinar o imposto”.
 
Destinação – No Imposto de Renda 2022, exercício 2021, Pessoas Físicas que doarem aos Fundos, poderão deduzir 3% do Imposto devido, podendo atingir até 6% total com destinação de outros 3% a outro fundo. Para Pessoas Jurídicas a dedução é de até 1%. As doações estão disponíveis apenas no modelo de restituição completo.
 
A  presidente do CRC, Giseli Silvente, destaca aos contribuintes que eles podem destinar 3% do valor devido ao fundo da criança e do adolescente e também, ao fundo do idoso. “E o profissional da Contabilidade tem uma importância ímpar para a sociedade; somos nós quem viabilizamos as questões trabalhistas e previdenciárias dos contribuintes, viabilizamos todas as peças fiscais e tributárias, intermediamos contribuintes com entidades fiscalizadoras e órgãos públicos, desenvolvemos as peças contábeis, documentos importantes que possuem fé pública e que garantem, muitas vezes, a liberação de créditos e outras viabilidades comerciais ”, afirmou.
 
COMO PARTICIPAR – A declaração do Imposto de Renda pode ser feita até o dia 31 de maio. Para contribuir com o Fundo Municipal da Infância e Juventude de Várzea Grande, CNPJ 01.831.774/0001-27,  a conta é Banco Caixa Econômica, agência 0790, conta corrente 102-9, operação 006. E para o Fundo Municipal de Apoio à Política do Idoso: CNPJ 28.842.131/0001-35, Banco do Brasil, Agência 2764-2, Conta Corrente: 71.155-1.

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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