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Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos realiza primeira reunião

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Comitê se reunirá semanalmente, às sextas-feiras, para avaliar as ações realizadas, planejar novas medidas preventivas e acompanhar os resultados obtidos. As equipes atuarão em regime de prontidão, com maquinários e servidores preparados para intervir em situações emergenciais em diferentes regiões da cidade

Com a aproximação do período chuvoso, a Prefeitura Municipal de Várzea Grande iniciou os preparativos para enfrentar possíveis eventualidades decorrentes das chuvas. Na manhã desta sexta-feira (17) foi realizada a primeira reunião de apresentação do Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos, com a participação de representantes das secretarias municipais de Viação e Obras, Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Assistência e a Secretaria de Defesa Social/Guarda Municipal/Defesa Civil.

O encontro teve como objetivo alinhar estratégias e definir protocolos de ação integrados entre as secretarias, visando reduzir riscos e impactos em áreas com histórico de alagamentos. O vereador Braz Jaciro (PSDB) também acompanhou a reunião e as discussões sobre o plano de contingência que será executado durante o período chuvoso.

Durante o encontro, ficou definido que o Comitê se reunirá semanalmente, às sextas-feiras, para avaliar as ações realizadas, planejar novas medidas preventivas e acompanhar os resultados obtidos. As equipes atuarão em regime de prontidão, com maquinários e servidores preparados para intervir em situações emergenciais em diferentes regiões da cidade.

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Segundo o secretário municipal de Viação e Obras, Celso Pereira, a criação do Comitê e as ações preventivas refletem o aprendizado obtido com as dificuldades enfrentadas no início da atual gestão.

“No começo do ano, enfrentamos um período de chuvas intensas sem estrutura adequada, com limitações de pessoal e de contratos. Isso dificultou as respostas emergenciais. Desde então, realizamos um amplo trabalho de manutenção e limpeza em toda a cidade, desobstruindo redes de drenagem, bocas de lobo, córregos e sarjetas. Agora, acreditamos que os impactos serão bem menores”, destacou o secretário.

A prefeita Flávia Moretti (PL) determinou que durante o período de estiagem fossem executadas ações preventivas e emergenciais, justamente para minimizar possíveis transtornos futuros. Entre os serviços realizados nos últimos dez meses estão a limpeza e desobstrução de canais e galerias de águas pluviais, recuperação de bocas de lobo, limpeza de córregos, além da remoção de entulhos em pontos críticos.

Bairros como Alameda, Construmat, Manga e Carrapicho, que já registraram ocorrências de alagamentos em anos anteriores, estão entre as áreas monitoradas pela Defesa Civil e recebem atenção especial da Administração Municipal.

A Secretaria Municipal de Assistência Social também participa do Comitê e está preparando um plano de atendimento emergencial para acolher famílias que, eventualmente, precisem ser removidas de suas residências. Serão disponibilizados colchões, cobertores, água e locais adequados de abrigo, garantindo segurança e dignidade às pessoas afetadas.

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A Guarda Municipal, integrante do Comitê, estará atenta durante todo o período de chuvas e disponibilizará um canal direto para denúncias de descarte irregular de lixo e entulho. O acúmulo indevido de materiais em vias públicas e próximos às bocas de lobo tem sido um dos principais fatores para o entupimento das redes de drenagem e, consequentemente, para a ocorrência de alagamentos. As denúncias poderão ser feitas diretamente à Guarda Municipal – pelo telefone 153 -, que atuará em parceria com as demais secretarias no enfrentamento dessas situações.

A gestão municipal destaca que uma estrutura integrada está sendo preparada para garantir resposta rápida e eficiente diante de eventuais ocorrências.

Durante todo o período chuvoso, equipes de plantão estarão mobilizadas aos finais de semana e feriados para atender ocorrências emergenciais e reduzir danos à população.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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