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Carreta tecnológica vai atender alunos neste segundo semestre em Várzea Grande

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Flávia e Tião conheceram toda estrutura e funcionalidade da unidade móvel, que fará um itinerário pela rede municipal e deve impactar cerca de 15 mil alunos

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti e o vice-prefeito, Tião da Zaeli – ambos do PL, conheceram o Cyber Truck, a carreta tecnológica do Projeto “O Futuro já Chegou”. A visita dos gestores foi feita, com a participação de alunos das escolas da rede pública de Ensino, na última sexta-feira (18).

A Carreta Cyber Truck faz parte do Projeto “O Futuro já Chegou” implementado pela Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, tem o objetivo de promover a inovação, tecnologia e educação do século XXI aos alunos da rede municipal de Várzea Grande.

Após conhecer o interior da carreta e os equipamentos embarcados, a prefeita Flávia Moretti destacou os benefícios que o programa está trazendo para os alunos da rede municipal. “Além de ser uma ação inédita da Prefeitura, esse é um investimento com impacto direto no desenvolvimento humano e social de Várzea Grande, pois a inovação e tecnologia vão despertar em nossos alunos sonhos e criar expectativas de uma carreira promissora na área” comemorou.

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De acordo com o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Cleiton Santana, o projeto terá atividades durante todo o segundo semestre de 2025 com vários produtos que atenderão mais de 15 mil crianças em toda a rede, que terão o primeiro contato com a tecnologia e inovação. “Esse é um projeto inovador, não somente para o Município, como também para o Estado. Somos o primeiro Município a ter uma carreta de tecnologia, atendendo os alunos da rede municipal.

Segundo a superintendente Pedagógica, Majô Dias, todas as escolas da rede municipal irão receber e participar das atividades da carreta tecnológica. As ações serão indicadas para a faixa etária de 8 a 14 anos. “Para as crianças abaixo dessa faixa etária, receberão atividade de recreação e interação com o ‘Cachorro Robô’, com o objetivo de tomar gosto pela robótica e assim despertar o interesse pela tecnologia” explicou.

ALUNOS – O projeto “O Futuro já Chegou” é composto por dois eixos estratégicos: Formação Tecnológica no contra turno Escolar (NET VG), direcionado a 440 alunos de 8 a 14 anos, com carga horária de 80 horas até o final do ano letivo; e popularização da tecnologia com a utilização da carreta Cyber Truck.

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A Carreta Cyber Truck é equipada com 25 óculos de realidade virtual Meta Quest, 1 armário, 25 cadeiras, 1 mesa do professor, 2 impressoras 3D Creality Ender 3, 1 projetor, 1 central de ar-condicionado, pontos de luz individuais, piso vinílico, Mesas de estudo e 25 notebooks. Está preparada para atender alunos com atividades educacionais, oficinas interativas e eventos itinerantes com foco em inovação, tecnologia e aprendizagem ativa.

A carreta Cyber Truck da Educação disponibiliza para os estudantes, atividades de Robótica, Programação, Impressão 3D e Realidade Virtual, com o objetivo de levar experiências tecnológicas imersivas a todas as regiões do Município, começando pelas escolas de campo e depois passando pelas demais unidades que atendem ensino fundamental.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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