VÁRZEA GRANDE
Camping Escolar reúnem paratletas de vários estados em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Mesmo padrão de avaliação aplicado para os estados do Sudeste brasileiro, foi executado durante em Várzea Grande
O ginásio poliesportivo Fiotão foi palco nesta semana, da avaliação física do Camping Escolar – Capacitação de técnicos e paratletas. Ao todo são mais de 200 pessoas, entre crianças, adolescentes que atuam nas modalidades de Tênis de Mesa, Natação, Badminton, Bocha, sendo cadeirantes ou PCDs (Pessoa com Deficiência).
Além dos professores e técnicos da Confederação Paralímpica Brasileira (CPB) os profissionais do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro de Várzea Grande (CRPBVG), uniram esforços para trabalhar na avaliação dos alunos. Participaram as delegações de Rondônia, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul.
O superintendente de Esporte e Lazer de Várzea Grande, Edmilson Piranha, fala da parceria com a coordenação regional do CPB pela preferência por Várzea Grande. “É uma avaliação totalmente diferente do convencional, onde crianças e adolescentes que são atendidos pelos nossos programas, recebem uma atenção sobre sua evolução física. Quero enaltecer essa parceria, que envolve nossos professores e técnicos, além dos representantes da confederação que não mediram esforços para realizar essa ação aqui no Fiotão, e estamos juntos sempre”, enalteceu.
Altemir Trapp, supervisor externo da CRPBVG, destacou a importância do camping para o Município, “estamos oportunizando para crianças e adolescentes, que tem talento para se aproximar do paradesporto, por meio dos treinamentos, para conhecer essa rotina de trabalho. Ficamos gratos por Várzea Grande, pelo Estado de Mato Grosso, Universidade Federal, por trabalharmos em cooperação para promover o nicho que é o Camping Escolar”, indagou Altemir.
Hugo Suzuki, coordenador do Camping Regional, informou que o mesmo padrão de avaliação aplicado para os estados do Sudeste brasileiro, foi executado durante os dias dessa semana em Várzea Grande, “a avaliação é importante tanto para os profissionais, quanto para os iniciantes nas modalidades paradesportivas. Essa avaliação vai muito além de mostrar as potencialidades dos paratletas que vamos revelar para uma futura paralimpíada”, pontuou Hugo.
PELA PRIMEIRA VEZ – Devido ao quantitativo de paratletas, Mato Grosso foi escolhido para realizar a avaliação tanto em Cuiabá como no município de Várzea Grande. Ao todo foram 30 alunos e três professores e técnicos, além de um fisioterapeuta do CRPVG.
O Camping Escolar Paralímpico é idealizado e realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro desde 2018 e tem como objetivo proporcionar a jovens paratletas, com idade entre 12 e 17 anos, selecionados a partir das Paralimpíadas Escolares, o primeiro contato com a rotina de um atleta de alto rendimento duas vezes ao ano.
Durante o projeto, além das experiências em cada modalidade, os jovens atletas são submetidos às avaliações físicas, têm acompanhamento multidisciplinar e assistem a palestras relacionadas à rotina de alto rendimento. Os atletas que participam do Camping, além de cumprirem todas as atividades propostas pelos técnicos do CPB e das Confederações, têm a responsabilidade de disputar competições regionais ou nacionais de suas modalidades ao longo do ano.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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