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Caderno 2 apresenta neste sábado o espetáculo Lara “Uma história de amizade e resiliência” 

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O evento marca o encerramento das atividades realizadas neste ano na unidade social. O espetáculo, que terá duração de 1 hora, conta com a participação de 70 jovens, todos inscritos no Caderno 2.

Para encerrar mais um ano de atividades, o Caderno 2 – instituição que promove o desenvolvimento de jovens em Várzea Grande – realiza, neste sábado (02), às 20 horas, no Teatro Cerrado Zulmira Canavarros, em Cuiabá, o espetáculo Lara “Uma jornada musical de amizade e resiliência”. O evento marca o encerramento das atividades realizadas neste ano na unidade social.

A coordenadora do Caderno 2, Kelcilene Brites disse que o espetáculo foi pensado com maior carinho e amor para marcar com chave de ouro o ano de 2023. “Nossos alunos se dedicaram bastante para produzir esse musical. Quem for ao teatro neste sábado vai se surpreender com a capacidade dos jovens e com uma história linda que retrata a importância da amizade”, comentou.

Segundo Kelciane, são esperados neste ano um público de 700 pessoas. “Os convites já foram distribuídos para as autoridades locais, famílias dos integrantes do Caderno 2 e outros convidados. No ano passado a apresentação do espetáculo O Circo levou para o Cine Teatro de Cuiabá, 500 pessoas. O fato nos surpreendeu, daí esse ano resolvemos aumentar o número dando a possibilidade de mais pessoas prestigiarem esse evento”.

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O projeto Caderno 2 desenvolve uma ação importante no sentido de promover a inclusão social de jovens, de 13 a 17 anos, que utilizam um período do dia para se dedicar aos estudos nas aulas de reforço escolar, aprender a tocar instrumentos, a desenvolver o raciocínio, a prática de esportes e elevar de autoestima nas várias oficinas realizadas no local, durante o contraturno escolar. “Essa oportunidade se deve muito às políticas públicas voltadas a esse grupo em especial, e que essa gestão tem aplicado e muito bem. O Caderno 2 tem sido referência por oferecer aos jovens oportunidade de aprendizado e também de capacitação”, assegurou a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira.

A gestora ressalta que o projeto social atua no fortalecimento de vínculos afetivos e traz muitos benefícios para os jovens, principalmente no que tange a mudança de atitudes e de comportamentos. “Muitos pais relatam que o projeto ajudou a mudar a conduta dos filhos, que passaram a ter um desempenho melhor em casa e na escola, e esse fator tem transformado e mudado para melhor a vida desses jovens. E nós sentimos muito orgulho em ouvir esses relatos e isso nos motiva a trabalhar mais a cada ano”.

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Quanto ao espetáculo Lara, a secretária destaca que os jovens se prepararam muito e que irão realizar um belo espetáculo musical. “Quem viu no ano passado a desenvoltura dos jovens com o espetáculo ‘O Circo’, já pode ter uma ideia do que virá neste sábado, mas posso garantir que será uma noite marcada por surpresas e muita animação”.

E para 2024, a titular da pasta disse que o ano também será marcado por muitas atividades artísticas e culturais, com diversas oficinas, além do reforço escolar. “No ano que vem mais uma vez vamos romper as barreiras e os limites da nossa unidade. Os jovens do Caderno 2 são estimulados na música e na arte, prova disso é que os alunos que já não fazem mais parte do projeto alçaram voos, a exemplo do aluno José Nelson que atuou no Grupo Musical do Caderno 2, hoje faz parte do Coral da Universidade Federal de Mato Grosso”.

O espetáculo, que terá duração de 1 hora, conta com a participação de 70 jovens, todos inscritos no Caderno 2.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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