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Beneficiários celebram sonho da casa própria em Várzea Grande

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Só em 2025, já são 211 moradias concretizadas em quatro residenciais. O evento foi realizado no Loteamento Hollywood, no bairro Novo Mundo, uma das regiões que mais crescem na cidade

“Foi a melhor coisa da minha vida. Sempre sonhei em ter uma casa só minha. Agora vou poder criar minhas filhas com dignidade”. A fala emocionada de Ana Paula Silva Moraes, de 20 anos, resume o sentimento de centenas de famílias que receberam, nesta segunda-feira (7), as chaves da casa própria em Várzea Grande. Mãe de duas meninas e à espera da terceira, Ana Paula foi uma das beneficiadas pelas 125 novas unidades habitacionais entregues nos residenciais Maranhão 2, América Residence e Residencial Viena.

“Morávamos com minha sogra. O espaço era pequeno, a situação difícil. Agora é recomeçar com fé e com o pé no chão, na nossa casa”, comemorou Luiz Henrique, ao lado da esposa Fabiana Benjamin. Eles agora terão mais privacidade e tranquilidade para construir um novo futuro.

Vanilza Costa de Deus, outra contemplada, descreveu o momento com poucas palavras e muito sentimento: “Sempre paguei aluguel, nunca fui sorteada. Hoje tenho minha casa. É um sentimento que não cabe no peito. Só Deus mesmo”. Ela vai dividir o novo lar com a filha de 14 anos.

Já Yasmine Gabriele Lima da Silva celebrou não só a conquista da casa com o marido Luiz Antônio e o bebê Luiz Felipe, mas também as promessas de novos equipamentos públicos anunciados pela prefeita Flávia Moretti (PL) para a região. “Saber que vai ter creche e posto de saúde aqui perto é maravilhoso. Facilita demais para quem tem criança pequena e trabalha. Hoje começa uma nova fase”.

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Essas histórias são o retrato vivo de uma política pública que muda vidas. A entrega das 125 moradias populares marca mais um capítulo do programa SER Família Habitação em Várzea Grande, que já soma mais de 1.800 unidades entregues com apoio do governo do estado. Só em 2025, já são 211 moradias concretizadas em quatro residenciais. O evento foi realizado no Loteamento Hollywood, no bairro Novo Mundo, uma das regiões que mais crescem na cidade.

PROJETO – Cada imóvel conta com 59 m² de área construída em terrenos de 180 m² (6×30 m), oferecendo estrutura adequada para que as famílias possam viver com segurança, conforto e dignidade. As obras foram realizadas por meio de uma parceria entre o governo federal, com o programa Minha Casa, Minha Vida, o Governo de Mato Grosso, com o SER Família Habitação, idealizado pela primeira-dama Virgínia Mendes, e a Prefeitura de Várzea Grande, que entrou com a área e infraestrutura urbana como água, esgoto, asfalto e iluminação.

Durante a cerimônia, a prefeita Flávia Moretti reafirmou o compromisso de seguir investindo em serviços públicos para acompanhar o crescimento das áreas habitacionais. “Entregar essas casas é mais que um ato de gestão. É um compromisso com a dignidade e com o futuro das famílias de Várzea Grande. Vamos continuar lutando para trazer saúde, educação e estrutura para essas regiões em expansão. Nosso município está de braços abertos para todos que precisam”.

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O vice-prefeito Tião da Zaeli também destacou o impacto social da ação: “Cada casa entregue hoje representa uma vida que muda. É um direito que se concretiza. Várzea Grande é exemplo de como a política pública, quando feita com seriedade, transforma realidades”.

Representando o Ministério das Cidades, o secretário nacional de Habitação, Augusto Rabelo, anunciou que o Município já conta com 440 unidades em construção e poderá apresentar até 600 novas moradias no próximo edital federal. “Estamos presenciando uma verdadeira revolução habitacional. A retomada do programa Minha Casa, Minha Vida mostra que, com união entre os entes federativos, conseguimos garantir moradia digna às famílias que mais precisam”.

A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, reforçou a importância do cadastro habitacional. “Estamos preparando o Município para o novo edital. É essencial que as famílias mantenham seus dados atualizados para não perderem a oportunidade de participar dos próximos sorteios”.

“Mais do que paredes e telhado, essas casas representam segurança, independência e um novo começo. Para muitos, um sonho de décadas, que agora tem endereço, número e nome em contrato”, finalizou Moretti.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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