VÁRZEA GRANDE
Autoridades destacam retomada histórica da ExpoVG e impacto na economia de Várzea Grande: “Um acerto gigante”
VÁRZEA GRANDE
A abertura oficial da ExpoVG, nesta quinta-feira (14), foi marcada por forte presença de autoridades políticas e lideranças que celebraram o retorno da exposição agropecuária após 21 anos sem realização no município. Durante a primeira noite de festa, deputados federais, estaduais e representantes da gestão municipal reforçaram a importância do evento para a cultura, geração de empregos e fortalecimento da economia local.
Fábio Tardin, deputado estadual, responsável por destinar emendas parlamentares para viabilizar o evento, destacou o esforço político para garantir apoio estadual e pontuou os reflexos diretos da festa na economia.
“Trabalhamos muito, lutamos no Executivo Estadual. Agradeço ao ex-governador Mauro Mendes e o atual governador Otaviano Pivetta pelo apoio e por acreditar na exposição, e na prefeita Flávia Moretti que acreditou no projeto. Dos 142 municípios do estado, 141 celebravam, só Várzea Grande ficava de fora. Então, era inadmissível Várzea Grande ignorar seu aniversário. Foi um presente para economia. Eu encontrei cabelereiras dizendo que não tinha mais vagas diante da procura. Ambulantes vendendo, motoristas de aplicativos, empresas expositoras… estamos no caminho correto”, declarou.
O deputado estadual Júlio Campos ressaltou o simbolismo do evento para a cidade e destacou a retomada da ExpoVG como um marco histórico.
“Eu fico feliz por assistir o renascimento da exposição, ficamos 21 anos sem nenhum evento. Na gestão da prefeita Flávia Moretti, com parcerias junto ao Governo do Estado e Assembleia Legislativa, retomamos a ExpoVG. O Chapéu do Sol representa uma nova Várzea Grande, local de expansão, fico imensamente feliz. Várzea Grande merece essa festa, acertou. O movimento está bombando”, afirmou.
A deputada federal Gisela Simona também comemorou a volta da ExpoVG e ressaltou que o evento representa um resgate da história e da identidade cultural do município.
“É uma grande alegria, ficamos anos sem uma exposição. O povo de Várzea Grande merece, então a prefeita acertou com esse evento. A ExpoVG fomenta a economia, isso é muito bom. Eu sou de Várzea Grande, é muito bom reviver nossa história”, disse.
A deputada estadual Coronel Fernanda reforçou a relevância das emendas destinadas à cultura e afirmou que o evento já demonstra resultados concretos com geração de empregos e valorização da cidade.
“Emendas para cultura são importantes, olha o quanto de empregos gerados com a feira. A prefeita está de parabéns, quando uma mulher coloca mão, ela faz diferença. Várzea Grande mostra sua riqueza, até o final do mandato a Flávia fará muita coisa”, pontuou.
O deputado federal Coronel Assis também elogiou a iniciativa e destacou o fortalecimento cultural promovido pela exposição.
“A ExpoVG fortalece a cultura, movimenta economia, e reúne nossa gente. Um acerto dessa gestão, o nosso povo merece”, afirmou.
A ExpoVG segue com programação nos próximos dias, reunindo atrações nacionais, rodeios, exposições e apresentações regionais, consolidando o evento como um marco nas comemorações dos 159 anos de Várzea Grande.
Nesta sexta-feira (15) se apresenta no palco principal a cantora Lauana Prado, Bruno e Vinicius e Banda Novo Som, a partir das 19h.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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