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Atendimentos nas unidades básicas de saúde aumentaram com horário estendido

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Nesses horários os profissionais estão voltados ao acolhimento de pacientes com suspeitas de dengue, zika e chikungunya

As quatros unidades de saúde de Várzea Grande, que passaram a ter o horário de atendimento estendido – de segunda à sexta-feira das 7H às 21 horas, ininterruptamente – e agora também aos sábados das 7H às 17 horas, já registram movimentação de pacientes que buscam acolhimento para diagnóstico e tratamento para combater os efeitos das arboviroses.

Neste primeiro sábado (8), por exemplo, foram realizados ao todo 542 atendimentos. Já no período das 17h às 21 horas, entre os dias 3 a 7 de fevereiro, foram registrados 791 atendimentos.

O superintendente da Atenção Primária, Márcio Frederico de Macedo Arruda, que a decisão de estender o atendimento durante a semana das 7h às 21h e aos sábados das 7h às 17 h, visa reforçar e ampliar ainda mais os atendimentos voltados ao enfrentamento das arboviroses: dengue, zika e chikungunya no Município, e ao mesmo tempo, uma forma de diminuir a procura às UPAs.

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“Sabemos que muitos trabalhadores não conseguem procurar as unidades de saúde durante o expediente de trabalho e com o horário estendido durante a semana e aos sábados, eles podem buscar o posto médico mais próximo de sua residência e ter atendimento”, destacou o superintendente.

Márcio Frederico destaca ainda que os moradores dos bairros onde as UBS estão com horários estendidos devem contribuir com a multiplicação das informações, para que todos saibam dos novos horários. “É importante que os moradores dessas regiões nos ajudemm a divulgar essa informação e mais pessoas possam buscar as unidades de saúde, sem prejudicar o seu horário de trabalho”.

E ele reforça que a medida é para os atendimentos da arboviroses “justamente para conter o avanço da doença e os efeitos nas pessoas”.

Já a secretária Deisi Bocalon disse que decisão de ampliar os serviços, durante o sábado – foi tomada na noite de sexta-feira (7) – com base no monitoramento constante da situação epidemiológica do Município. “A resposta precisa ser ágil e eficiente, como determinou a prefeita Flávia Moretti. Com essa ampliação, reforçamos a Atenção Primária, que é a porta de entrada do sistema, assim, com essa segunda ampliação, garantimos um atendimento mais próximo e acessível para a população”.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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