CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

VÁRZEA GRANDE

Após formação da 1ª turma de Residência Médica, cursos de técnico de enfermagem entram na reta final

Publicados

VÁRZEA GRANDE

Após a formação da primeira turma de Residência Médica pelo Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, agora é a vez da área técnica em enfermagem que hoje se tornaram tão preponderantes quanto os demais profissionais de saúde.

Os alunos da primeira turma do Curso de Técnico em Enfermagem – fruto da parceria de serviços entre a Prefeitura de Várzea Grande, por meio do Programa Qualifica + VG e SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), já fizeram estágios supervisionados nas unidades de saúde do município e estão nas últimas etapas para serem certificados. Já a segunda e a terceira turma estão neste momento também se familiarizando com os atendimentos realizados nas unidades de saúde do município, e se preparando para a reta final do curso.

“Mais do que parcerias de sucesso e de resultados profissionais estamos trabalhando na formação de profissionais mais capacitados, mais humanos e melhor treinados para salvar vidas que é nossa maior missão no SUS e suas unidades de saúde”, disse o prefeito Kalil Baracat.

Como explica a instrutora do Senac, Enfermeira Jucinéia Silva, essa é uma etapa importante e obrigatória para quem quer de fato atuar na profissão. Durante o estágio, o aluno tem contato direto com o dia a dia da enfermagem, incluindo pacientes reais e situações próprias do ofício. “Nós do Senac trabalhamos com unidades curriculares, e nossos alunos saem sabendo de todas as marcas formativas para ser, aprender e se manter no mercado de trabalho. O nosso processo de avaliação é sistemático e posso garantir que todos eles sairão daqui aptos para desenvolverem a função. Todos fizeram estágios na UPA Ipase, Pronto Socorro, e em várias clínicas médicas, além de centros cirúrgicos. Também foram capacitados para administrar medicações, administrações, dimensões e redimensões, e a punção venosa, que há princípio causa medo, mas todos aprenderam a manusear os instrumentos corretamente”, comemorou.

Leia Também:  Prefeitura e Fipe realizam primeira reunião de alinhamento sobre saneamento básico

O secretário de Saúde, Gonçalo de Barros disse que desde 2021 o Hospital Pronto Socorro de Várzea Grande vem realizando várias etapas importantes para a realização de um sonho, o de transformá-lo em hospital escola. “Neste ano formamos a primeira turma de residentes de medicina e aos poucos vamos transformando o hospital. Quanto aos técnicos de enfermagem, profissionais da mais alta importância no sistema de saúde, e que estão sendo treinados e capacitados nas unidades do município, a exemplo do Pronto Socorro e UPA, para nós é motivo de orgulho e satisfação. Essa capacitação se faz necessária porque é a base onde começa todo o atendimento, sistema e cuidado necessário desses profissionais com o paciente”.

Gonçalo Barros ressaltou que a participação desses dos alunos do curso técnico em enfermagem permitiu a formatura desses novos profissionais e se tornou uma oportunidade de buscar diminuir a demanda existente no setor. “A formatura desses profissionais abre perspectiva para que em um próximo concurso público, sejam ofertadas vagas para esses profissionais para adentrarem ao nosso sistema de saúde, que cada vez mais tem trabalhado na busca de profissionais altamente qualificados”.

Leia Também:  Educação de Várzea Grande é reorganizada após diagnóstico e projeta avanços na rede

A aluna da primeira turma do curso de enfermagem, Franciele Fátima Pereira, já está contando os dias para receber o certificado de conclusão de curso e atuar na profissão. “Tivemos um período longo de aulas teóricas e já passamos pela prática, com a realização do estágio onde inicialmente, aprendemos sobre o trabalho humanizado dentro da saúde, medicação e passamos por todas as salas de clínicas médicas e cirúrgica, onde assistimos vários procedimentos. Estou feliz em poder realizar esse curso que era um sonho antigo, e tenho certeza de que estou preparada para atuar nesta função”.

Já a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que o programa Qualifica + VG tem oportunizado, às famílias de baixa renda, a chance se capacitarem em uma área de conhecimento e que todos os cursos ofertados pelo município, em parcerias com as instituições a exemplo do SENAC, tem possibilitado uma mudança de vida a centenas de milhares de pessoas. “O curso de técnico de enfermagem mostra essa ação transversal da Prefeitura de Várzea Grande junto às instituições de ensino, e entre as secretarias de Assistência por ter ofertados as vagas, e de Saúde, que tem oportunizado o aprendizado dos alunos com estágios supervisionados”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

VÁRZEA GRANDE

Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

Publicados

em

Por

.

Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Leia Também:  Prefeitura e Sebrae MT avançam em parceria para atrair empresas

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

Leia Também:  Trabalho preventivo em canais tem evitado transtornos à população nesse período de chuvas

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA