VÁRZEA GRANDE
Aplicativo vai auxiliar a Guarda Municipal na fiscalização de motoristas e veículos
VÁRZEA GRANDE
Parceria permite que os agentes de trânsito da Guarda Municipal utilizem o Aplicativo Fiscalização SENATRAN
A prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Defesa Social aderiu a utilização do Aplicativo Fiscalização SENATRAN, que vai permitir aos profissionais da Guarda Municipal verificar de forma rápida e segura se o veículo foi furtado ou roubado, além das informações sobre veículos e motoristas centralizadas pela Secretaria Nacional de Trânsito, ligada ao Ministério dos Transportes, que poderão ser acessadas com mais facilidade pelos agentes de trânsito.
“Outra função disponibilizada às equipes é a conferência de pendências administrativas ou judiciais relacionadas às placas. Se houver irregularidade, os agentes podem, dependendo do caso, aplicar medidas como a restrição da circulação do veículo até que a situação seja resolvida. Os agentes poderão consultar, ainda, se a CNH do motorista está suspensa, cassada ou bloqueada”, explica o secretário Municipal de Defesa Social Cel. Alessandro Ferreira da Silva.
Como explica o Cel. Alessandro, este aplicativo foi elaborado em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), e apresenta as informações depois de extraí-las de três bases: Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach), Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf).
“O dispositivo funciona por meio da leitura dos QR Codes da Placa Mercosul, além da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) digitais. O aplicativo é fornecido somente às instituições ligadas a Secretaria Nacional de Trânsito- SENATRAN- que possui autonomia administrativo-técnica e exerce jurisdição em todo o Brasil. É o órgão máximo de execução do Sistema Nacional de Trânsito (SNT). Por isso só vão utilizar este aplicativo quem for autorizado”, disse ele.
A Secretaria de Defesa Social, como explica ainda o Cel. Alessandro, já obteve o benefício da utilização do Aplicativo Fiscalização SENATRAN. “Fizemos a solicitação formalmente para o acesso a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) que já certificou a utilização para a Guarda Municipal, que tem em seu quadro a Coordenadoria de Trânsito. Agora iniciamos o passo-a-passo para o cadastro dos nossos agentes”, explicou o secretário.
O Coordenador de Trânsito da Guarda Municipal, João José Mendanha Cardoso, explicou que o agente de trânsito deve se cadastrar no Portal de Serviços da SENATRAN e baixar em seu celular, gratuitamente, o Aplicativo de Fiscalização SENATRAN, que é disponibilizado gratuitamente através da Play Store.
“O maior objetivo deste dispositivo é agilizar a atuação dos agentes de trânsito e contribuir para a redução de ocorrência de fraudes, pois o aplicativo fará a leitura dos QR Codes da Placa Veicular, CNH e CRLV. Mas o maior diferencial é a possibilidade de consultas de informações online, como indicadores de roubo e furto, restrições judiciais e administrativas do veículo ou mesmo o histórico da placa. Estas informações são como já explicadas são extraídas de órgãos federais como o Renach (condutores), Renavam (veículos) e Renainf (infrações)”, reforçou ele.
O Secretário de Defesa Social Cel. Alessandro Ferreira da Silva, assegura que as informações trafegadas na rede são criptografadas, e somente duas categorias de usuários irão acessar este app, no caso da Guarda Municipal, o agente de trânsito e o cadastrador.
“O Cadastrador é quem vai liberar o agente a ter acesso. Caso o agente já esteja cadastrado, e por algum motivo saiu de licença ou férias, sua senha ficará bloqueada pelo cadastrador. Somente poderá ser utilizado o aplicativo, quando o agente estiver em serviço. A vantagem é que o agente em serviço terá, a qualquer momento, a possibilidade de consultar veículos e condutores. E isso reduzirá a enorme demanda existente de consultas via rádio comunicação, feita por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, o CIOSP, além da segurança dos dados e informações, o que facilitará em muito a atuação do agente de trânsito na tomada de medidas, evitando assim, possíveis transtornos em sua atuação”, disse ele, informando ainda que o aplicativo é bastante seguro. “Isso acontece porque todas as informações do tráfego em rede são criptografadas, o que já dissemos. Além disso, para o acesso é necessário algo que somente o órgão fiscalizador possui (um dispositivo previamente vinculado), mais algo que somente o usuário sabe (a senha) e, ainda, um cadastramento prévio feito por outro usuário de nível especial, que é detentor de um certificado digital ICP-Brasil, ou seja, um cadastrador que já escolhemos da nossa corporação”, afiançou ele.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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