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Alunos que participaram de cursos de capacitação profissional recebem certificados

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Quarenta e cinco alunos que participaram de cursos de capacitação profissional – nas áreas de operador de computador, montador e reparador de computadores e de assentador de revestimentos – promovido pelo SENAI de Várzea Grande, por meio do programa SER Família Capacita, receberam certificados de conclusão.

A solenidade, realizada na sede do SENAI, localizada no bairro Cristo Rei, contou com a presença da Secretária Adjunta de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva (Sacis), Marilene Marchese, do Gerente do SENAI de Várzea Grande, Odair Dias, do Coordenador da Rede Cidadã, Miguel Lúdio, do Coordenador no Núcleo de Qualificação Profissional da Secretaria Municipal de Assistência Social, Juvanil Flores da Silva, dentre outros convidados.

“O município de Várzea Grande foi um dos beneficiados com o Programa Ser Família Capacita e hoje estamos aqui para fazer a entrega desses certificados aos que concluíram os cursos. O objetivo do Governo do Estado, junto aos municípios, é proporcionar a oportunidade para que as pessoas possam ter uma maior renda para as suas famílias”, destacou a Secretária Adjunta de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva (Sacis), Marilene Marchese, lembrando que o programa é uma idealização da primeira-dama Virginia Mendes.

Como lembra a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, Várzea Grande foi contemplada com vários cursos de capacitação e em vários setores, o que possibilitou à população local, oportunidade de se especializar em uma determinada área de atuação, aumentando as chances de serem inseridas no mercado de trabalho. “Cada vez mais as empresas estão recrutando mão de obra apta para a função, por isso a importância do trabalhador estar preparado e ter condições de concorrer a vaga de emprego”, destacou.

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A gestora disse que o Certificado de Conclusão de Curso aumenta as chances do trabalhador atuar em uma área que ele domina, por isso a importância da formação e do preparo do trabalho. “Em alguns campos de atuação exige-se profissionais com habilidades diversificadas e capazes de se adaptar a diferentes situações, por isso a necessidade do trabalhador estar preparado”.

Quanto aos cursos ofertados ao município, por meio do Ser Família Capacita, Ana Cristina disse que o programa ampliou e fortaleceu ainda mais os programas executados em Várzea Grande, a exemplo do Qualifica + VG que atua com esse propósito, qualificar o trabalhador em áreas específicas.

O Gerente do SENAI de Várzea Grande, Odair Dias, disse que o órgão tem sido parceiro tanto do Governo do Estado quanto da Prefeitura Municipal e que essa parceria representa uma importante ferramenta para a inclusão social e produtiva der pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica. “Estamos atuando nos 141 município de Mato Grosso”, comentou.

O coordenador do Núcleo de Qualificação Profissional da Assistência Social, Jovanil Flores da Silva, lembra que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI, foi a instituição responsável pelas execuções diretas dos cursos. “O nosso trabalho nesta parceria foi de divulgar os cursos existentes, auxiliar nas inscrições das pessoas com dificuldade em acessar o link de acesso, onde elaboramos uma logística com os CRAS e a Rede Cidadã como pontos de apoio para as pré-inscrições, bem como a cedência de nossos espaços para a realização dos cursos. Os alunos atenderam o nosso chamamento e o resultado foi a entrega de certificados para esses profissionais que agora estão preparados para atuarem na área de formação”.

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O coordenador comunicou ainda que no próximo ano, outros cursos serão ofertados para Várzea Grande. “Vamos reunir com a coordenação do SENAI para decidirmos os cursos e as datas disponíveis, e assim que tivermos todas essas informações estaremos divulgando em nossas redes de comunicação, fazendo o chamado e, posteriormente, inscrições para as novas turmas”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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