VÁRZEA GRANDE
Alunos da rede municipal de Várzea Grande são formados pelo Proerd
VÁRZEA GRANDE
Sessenta crianças e adolescentes, entre 10 e 12 anos, foram os primeiros formandos do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência. Outras quatro escolas irão celebrar a conclusão do curso
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Padre Luís Maria Ghisoni’, recebeu a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), para a formatura de 60 crianças de 10 a 12 anos, do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), ontem (2). Outras unidades escolares de Várzea Grande também receberão a conclusão nesse primeiro semestre de 2025.
O Proerd é desenvolvido há 23 anos na cidade, pela Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT), em parceria com a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).
A prefeita enfatizou a importância da segurança e conscientização sobre as drogas para as crianças da rede municipal de ensino. “Parabéns crianças, parabéns por vencerem mais uma etapa da vida. Quero cumprimentar, primeiramente, além do dispositivo, a Polícia Militar e a todos que aqui caminharam durante essas 10 semanas, deram a essas crianças um pouco mais de conhecimento e de conscientização e educação”, disse a prefeita.
Representando secretário da SMECEL, Cleiton Marino Santana, o superintendente de Gestão, Rafael Medeiros, destacou a dedicação da Polícia Militar (PM), em um trabalho que agrega valor para educação municipal. “O programa cria responsabilidades. Esse é um excelente trabalho realizado pela PM em prol da educação e apoiado pela prefeita Flávia Moretti. E eles plantam uma responsabilidade, plantam educação, plantam uma sementinha em cada um de vocês, crianças, e amanhã vocês vão reproduzir. Vocês vão entender e vão repassar de forma brilhante o que vocês estão aprendendo hoje, parabéns por essa formatura”, enalteceu.
O responsável pelo Proerd de Várzea Grande, sargento Romualdo, destacou a finalidade do projeto. “O nosso objetivo é estar ensinando às crianças a permanecerem longe das drogas, da violência, e também ensinamos elas a terem responsabilidade. Nós apresentamos um modelo em que aprenderem a tomar decisões seguras e responsáveis na vida delas”, destacou o sargento.
Camila Emanuella Pereira Neves, diretora da EMEB ‘Padre Luís Maria Ghisoni’, ressaltou a importância da parceria do Município com o Proerd. “Esse programa tem cunho educacional e se soma com as nossas ações aqui na escola, que é o de justamente orientar as crianças em relação às drogas, se manterem afastadas, evitarem a violência e não seguirem pelo caminho errado. A PM reforça e dá credibilidade a toda a essa ação”, destacou.
PR0ERD EM VG – Além da Escola ‘Padre Luís Maria Ghisoni’, as outras EMEBs como, Emanoel Benedito, Gonçalo Domingos de Campos, Demétrio de Souza, Arlindo Ferreira de Campos, receberão a formatura na primeira etapa do programa.
Participaram da formatura, o subsecretário de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Gesenilton Nelo, militares e outras autoridades.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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