VÁRZEA GRANDE
Alunos da EMEB Paulo Freire vivenciam manhã cultural com literatura e música regional
VÁRZEA GRANDE
Os alunos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Paulo Freire participaram, nesta quarta-feira (6), de uma manhã dedicada à cultura, marcada por contos e músicas regionais. A programação contou com a presença do escritor, dramaturgo e membro da Academia Mato-grossense de Letras, Flávio Ferreira, que apresentou o livro Histórias da Vovó do Coxipó e realizou uma sessão de autógrafos. Já o cantor e compositor Pescuma animou estudantes e servidores com um repertório de músicas típicas da região.
A diretora da unidade, Cristiane Costa, destacou que a iniciativa promove a interação cultural entre os alunos da rede municipal e também integra as comemorações pelos 159 anos de Várzea Grande. “Esse evento envolve alunos do 6º e 7º ano que participam do programa Escola em Tempo Ampliado, com oficinas educativas. As crianças estavam ansiosas por esse momento”, afirmou.
Conhecido como o “embaixador do rasqueado”, Pescuma ressaltou que realiza visitas frequentes a escolas das redes municipal, estadual e privada, levando música e entretenimento. Ele afirmou ter ficado feliz com o convite para participar da atividade na EMEB Paulo Freire, nome que homenageia o renomado educador e patrono da educação brasileira.
O artista também enfatizou a importância de preservar as tradições culturais. “É fundamental que esse tema seja trabalhado nas escolas, para que os alunos possam levar esses ensinamentos para as próximas gerações”, disse. Durante a apresentação, ele interpretou sucessos do seu repertório, como a música É Bem Mato-Grosso, conhecida nacionalmente.
O escritor Flávio Ferreira destacou que a difusão da arte é um processo dinâmico e multifacetado, que utiliza diferentes linguagens para compartilhar emoções, culturas e pensamentos. “Agradeço à direção da escola pelo convite e ao meu amigo Pescuma pela parceria. Estou honrado por participar deste momento”, declarou.
Ele também elogiou o Programa Escola em Tempo Ampliado (ETA). “É um programa para o Brasil conhecer. Várzea Grande oferece não apenas educação formal, mas também educação emocional. O ETA ensina muito mais do que português e matemática, valoriza a cultura regional, e isso é essencial”, pontuou.
Durante o evento, o autor distribuiu exemplares do livro Histórias da Vovó do Coxipó e realizou autógrafos, incluindo edições destinadas à secretária de Educação, Maria Fernanda de Figueiredo, e à prefeita Flávia Moretti, que cumpriam agenda no momento. “A prefeita foi minha aluna na faculdade”, revelou.
A coordenadora pedagógica da Secretaria de Educação, Marilene Silva, também participou da atividade e reforçou a importância da cultura regional no ambiente escolar. “Em um mundo onde a internet disputa a atenção de jovens e adultos, momentos como esse são fundamentais. A arte não se limita a um único formato, e vivenciar, no mesmo espaço, a música e a leitura é muito gratificante”, concluiu.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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