VÁRZEA GRANDE
1ª AGRIFAM é aberta na ExpoVG 2026 com foco em capacitação e agricultura familiar
VÁRZEA GRANDE
Evento reúne produtores e especialistas para fortalecer a agricultura familiar e segue nesta sexta-feira (15) o dia todo e sábado (16), até as 13h, com leilão de animais
A 1ª AGRIFAM foi oficialmente aberta na tarde desta quinta-feira (14), dentro da programação da ExpoVG 2026, principal evento comemorativo pelos 159 anos de Várzea Grande. A feira é voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e reúne produtores rurais, especialistas, universitários e representantes do setor agropecuário da Baixada Cuiabana e de instituições públicas.
Integrada à programação da ExpoVG, a AGRIFAM foi criada como espaço de capacitação técnica, inovação e incentivo à produção rural. Durante a abertura, o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Costa Amorim, afirmou que o evento busca ampliar o acesso dos pequenos produtores à tecnologia e ao conhecimento técnico. “A 1ª AGRIFAM vem em um modelo totalmente diferenciado, com capacitação, treinamento, aperfeiçoamento e tecnologia para os pequenos produtores”, disse.
Segundo o secretário, a programação inclui palestras e treinamentos sobre análise de solo, operação de maquinários agrícolas, piscicultura, horticultura e ovinocultura. “Nós temos especialistas, doutores em agronomia e biólogos. Vamos abordar temas variados para que esses produtores possam trabalhar da melhor maneira possível em suas terras”, afirmou.
Além das capacitações, a AGRIFAM também abriu espaço para a comercialização direta de produtos da agricultura familiar dentro da ExpoVG. Produtores de hortaliças, frutas, mandioca, banana, derivados e artesanato participam da feira com exposição e venda ao público.
Outro ponto destacado foi o incentivo à modernização do campo. De acordo com Ricardo Costa Amorim, a prefeitura investe na introdução de novas tecnologias para ampliar a produtividade rural, incluindo cursos de drones e plataformas digitais de acompanhamento técnico. “O mundo está em evolução e eles precisam caminhar nisso”, afirmou.
O secretário também agradeceu o apoio do Governo de Mato Grosso, do Ministério da Agricultura, da Empaer, da AMM-MT, do SENAR, da Conab e de outros parceiros no fortalecimento da agricultura familiar em Várzea Grande. Segundo ele, o município recebeu cerca de R$ 4 milhões em equipamentos, entre tratores, caminhões, retroescavadeiras e veículos de apoio.
O diretor-presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Suelme Evangelista, afirmou que a parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Várzea Grande tem fortalecido a agricultura familiar no município. “Várzea Grande possui forte potencial na agricultura familiar, no turismo rural e na gastronomia típica pantaneira, além de uma produção diversificada de peixes, doces, rapaduras, queijos e hortifrutis”, disse.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo, conhecido como Maninho, também participou da abertura e destacou o apoio da entidade ao fortalecimento da agroindustrialização e da agricultura familiar.
Também participaram da abertura oficial a superintendente regional da Conab, Fraciele Tonietti Guedes, e o superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar em Mato Grosso, Nelson Borges.
A programação da AGRIFAM segue até sábado (16), com palestras, oficinas e exposição de produtos regionais. Entre os destaques do encerramento está a realização inédita de um leilão de gado dentro da ExpoVG 2026. “No sábado teremos o grande leilão de gado, coisa que nunca teve aqui em Várzea Grande. Serão cerca de mil cabeças de gado”, afirmou Ricardo Costa Amorim.
Confira a programação completa abaixo:
15/05 — Sexta-feira
07h30 às 08h – Café da Roça
08h – Apresentação cultural
08h15 às 10h15 – Mesa-redonda: Perspectivas e desafios para o desenvolvimento da aquicultura em Mato Grosso
* Giuvana Maria Soares Lopes – Superintendente Federal de Pesca e Aquicultura em MT
* Profª Drª Janessa Sampaio de Abreu – UFMT
10h15 às 11h – Painel: Discussão do SISBI na perspectiva da agricultura familiar
11h às 12h – Palestra: Crédito e políticas públicas para a agricultura familiar
* Nelson Luis Borges de Barros – SFDA/MT
* Amanda Macedo Vitorio Brant – Coordenadora MT Cactvs
12h – Almoço
13h30 às 15h – Mesa-redonda: Fruticultura na Baixada Cuiabana e selo de produção da agricultura familiar
* Dr. Claudio da Cruz Gennuncio – UFMT
* Dr. André dos Santos Melo – UNIVAG
* Luciana Galan – MDA/MT
15h às 16h – Painel: Experiências no cultivo do maracujá e melão na Baixada Cuiabana
16h às 17h – Painel: Produção de ovos de galinhas caipiras em sistema cage free
* Dr. Inácio Martins da Silva Neto
17h às 18h30 – Agroextrativismo na Baixada Cuiabana
* Fabiana de Fátima Corrêa de Barros – Presidente da União das Cooperativas da Agricultura Familiar de MT
19h – “Capacitar para Transformar” – Tema: “Mulher, você é protagonista do agro” – AGROLIDUADAS
16/05 — Sábado
07h30 às 08h – Café da Roça
08h às 09h – Painel: Ovinocultura na agricultura familiar de Mato Grosso
* Cássio Fernando Carollo – Presidente da Ovinomat
* Fran Campos – Produtora rural em Campo Verde
09h15 às 10h30 – Mesa-redonda: Ovinocultura, oportunidades e desafios para a consolidação do setor na Baixada Cuiabana
* Prof. Dr. Luciano da Silva Cabral – UFMT
10h30 às 12h – SENAR – Formação e desenvolvimento de sistemas produtivos para a agricultura familiar de Várzea Grande
12h – Almoço
13h – Leilão digital AGROPEC
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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