VÁRZEA GRANDE
10 mil famílias participaram de cursos e seletivas de emprego em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
O programa Qualifica + VG impactou positivamente a vida de 10 mil famílias que participaram de cursos de capacitação e seletivas de empregos realizados pela Prefeitura Municipal – por meio da Secretaria de Assistência Social – em parceria com o Sistema S (Senai, Senac e Senar).
O Qualifica + VG foi criado em 2022, e inicialmente, como uma resposta à necessidade da população que enfrentava o desemprego após a pandemia. Centenas de cursos de capacitação foram oferecidos, de forma gratuita, no sentido de possibilitar ao trabalhador novas perspectivas e também a possibilidade de mudança de atribuição.
“Para a nossa surpresa os cursos tiveram grande procura e todos realizados com sucesso”, comemorou o coordenador do Núcleo de Qualificação Profissional, Jovanil Flores da Silva informando que todos que concluíram os cursos foram encaminhados ao mercado de trabalho. Em decorrência da demanda, surgiu então a parceria de serviço com as empresas privadas para a promoção de seletivas de empregos, outra parceria firmada e com resultados positivos”.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira destacou a importância de todas as parcerias realizadas, pois o foco principal foi criar oportunidades para todos indistintamente. “Unimos a parceiros que se dedicaram em transformar a vida das pessoas e essas parcerias nos proporcionaram um leque de oportunidades com foco no social inclusivo, com mulheres, trabalhadores, adolescentes em conflitos com a lei, pessoas com deficiências e mulheres vítimas de violência domésticas”.
Ana Cristina lembrou ainda que a secretaria de Assistência Social trabalha com público vulnerável, e por isso é necessário que se tenha sensibilidade e um olhar especial para esse grupo. “Daí a nossa preocupação em proporcionar capacitação, e dar meios para que essas pessoas fossem inseridas no mercado de trabalho. O nosso compromisso com a criação do Programa Qualifica + VG foi o de promover nas famílias em risco social a possibilidade assertiva de novos recomeços”.
MISSÃO CUMPRIDA: Ao findar esse ciclo de trabalho, a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que encerra a gestão na pasta com a consciência do dever cumprido. “Sabemos que na Secretaria de Assistência Social existem várias demandas, mas durante todo o período que estive a frente da pasta, trabalhei de forma incansável para ampliar o acesso às oportunidades de recomeços, buscando ações transversais com outras secretarias e parcerias com instituições e organizações não governamentais. Trabalhar em Rede é um caminho que trilhamos na gestão do prefeito Kalil Baracat, com apoio da primeira-dama, Promotora de Justiça, Kika Dorileo”.
A gestora enalteceu a participação do Governo do Estado de Mato Grosso no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao social, bem como da ex-prefeita Lucimar Sacre de Campos que em sua gestão trabalhou de forma brilhante, neste setor, com programas e serviços voltados a capacitação de mulheres com cursos profissionalizantes, no fortalecimento de vínculos familiares. “E a nossa missão foi dar continuidade e avançar ainda mais nos projetos e serviços que começaram na gestão passada e que nesta gestão foram fortalecidos para atender a mais pessoas como orientou a primeira-dama, Kika Dorilêo, idealizadora de diversas ações sociais de Várzea Grande.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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