CUIABÁ
Serviço Social do Hospital Municipal de Cuiabá presta assistência humanizada aos pacientes e familiares
CUIABÁ
Fundamental no ambiente hospitalar, o serviço social do Hospital Municipal de Cuiabá e Pronto Socorro “Dr. Leony Palma de Carvalho” (HMC) coloca em prática a viabilização de direitos e o atendimento humanizado aos pacientes e seus familiares. A equipe é composta por 26 profissionais, em todos os setores, com plantão 24 horas. Entre os acolhimentos, atendimento no leito, encaminhamentos e orientações, foram mais de 20 mil registros de atendimentos no ano de 2021. Entre os meses de janeiro a março deste ano, já somam o total de 6.730 atendimentos.
Para o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, o acolhimento e humanização são fundamentais para a recuperação dos pacientes. “Cuidar da nossa gente, identificando com um olhar sensível nas situações de vulnerabilidade econômica e social de quem chega, é uma das maneiras para aliviar a dor da internação ao paciente e sua família. A assistência à saúde para àqueles que necessitam é fundamental, principalmente para as pessoas em situação de risco social”, destaca.
O diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Paulo Rós, que administra o HMC, explica que a vulnerabilidade econômica e social interfere diretamente na saúde do cidadão. “Quando o paciente é internado no hospital é preenchida uma ficha social para coleta de dados socioeconômicos. A partir daí a equipe do Serviço Social faz o acompanhamento, caso seja necessário. Os pacientes que demandam acompanhamento do Serviço Social, só são desospitalizados após alta clínica e alta social”, informa. “Esse trabalho de assistência humanizada aos pacientes e familiares é uma determinação da gestão Emanuel Pinheiro, que atua com foco no bem-estar das pessoas”, enfatiza o gestor do HMC.
A responsável técnica do serviço social, Aurenilce Pinto, informa que os assistentes sociais orientam os pacientes sobre os seus direitos e deveres e fazem a interlocução entre o hospital e a família. “No cotidiano lidamos com muitas expressões da questão social, a cada especificidade há uma demanda diferente, porém com o mesmo propósito, que é a viabilização de direitos dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressalta. “Muitos chegam sem documentos, em situação de rua, submetidos a vários tipos de violência, em processo de adoecimento físico e mental, entre outras situações difíceis, que requerem atendimento especializado. Dessa forma, buscamos sempre um atendimento balizado por competências profissionais e alinhado à defesa dos direitos de todas essas pessoas”, diz.
Segundo ela, em situações mais complexas é feito estudo de caso para buscar articulação intra e intersetorial. “Reunimos para discutir o melhor encaminhamento ao paciente. Nossa atuação é fundamentada na garantia de direitos sociais, com encaminhamentos, orientações, inclusão em programas e projetos para alta segura dos usuários. Para isso buscamos estabelecer o trabalho em rede”, ressalta.
A supervisora do serviço social, Alessandra Santos, pontua que os pacientes internados nas enfermarias e unidades de terapia intensiva recebem atendimentos periódicos. Quanto à alta hospitalar, ela ocorre após encaminhamento aos serviços disponíveis no território, para que os pacientes tenham continuidade do tratamento em outros níveis de atenção à saúde. “A rede de proteção socioassistencial é importante, nela solicitamos os serviços e comunicamos a necessidade de acolhimento. A partir desse trabalho realizado em conjunto com a equipe multiprofissional, busca-se evitar reinternações e melhoria na saúde da população”, enfoca.
A dona de casa, Lidiane Silva Monteiro, de Tangará da Serra, está com a filha de 9 meses internada há 50 dias na enfermaria do HMC. “Minha filha foi encaminhada para cá, com úlcera na perna, pois somente no Hospital Municipal de Cuiabá tem o tratamento inovador com a hiperbárica. Hoje, minha filha está bem melhor, e já tem previsão de alta”, diz. “Nesse período de internação, eu fiquei muito angustiada e preocupada. As assistentes sociais conversaram comigo, me tranqüilizaram, e fizeram a interlocução com a equipe médica. Eu senti que não estava sozinha”, explica. “Com a previsibilidade de alta, estamos recebendo ajuda para retornar para casa. O serviço social entrou em contato com o meu município de origem, e está tudo certo, logo estaremos em casa. Estou muito aliviada e feliz com a recuperação da minha filha”, finaliza.
Dentre os serviços pontuais, a equipe do serviço social realiza solicitação de vaga de acolhimento institucional, busca ativa pelas famílias, encaminhamentos para outros pontos de atenção à saúde, contatos com os municípios de origem, encaminhamentos para políticas de saúde, assistência, previdência social, interfaces com o sistema sócio jurídico, informações sobre casa de apoio aos familiares de pacientes residentes no interior. “A atuação do serviço social impacta diretamente na vida das pessoas, os quais, ao conhecerem seus direitos, possibilitam reconstruir a própria história”, conclui a supervisora do serviço social.
CUIABÁ
Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).
De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.
Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.
Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.
O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.
As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.
O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.
Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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