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Sentimos falta de uma internet que não existe mais

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Orkut traz nostalgia para quem viveu a internet dos anos 2000
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Orkut traz nostalgia para quem viveu a internet dos anos 2000

Em seus tempos de glória, o Orkut tinha cerca de 300 milhões de usuários no mundo todo. Lançada em janeiro de 2004 nos Estados Unidos, a rede social testemunhou uma invasão de brasileiros já nos meses seguintes. Quando ganhou sua versão em português, em maio de 2005, o Brasil já era responsável por mais de 60% dos perfis cadastrados na plataforma.

Pouco mais de dez anos após sua criação, em junho de 2014, o Orkut foi descontinuado, e o mundo seguiu em frente. Mas, para aqueles que aprenderam o que era a internet através de scraps, depoimentos e comunidades, a lembrança do Orkut jamais se apagou.

Então, quando ninguém esperava, o site do Orkut foi atualizado com um comunicado de seu criador, Orkut Büyükkökten . Nele, além de celebrar a memória da rede que levou seu próprio nome, ele compartilhava uma informação curiosa: a de que está “construindo algo novo”.

Uma onda de nostalgia pelo Orkut se iniciou. Vale a pena pensar um pouco sobre ela.

Nostalgia é mais do que apenas saudade

Na origem da palavra “nostalgia” está uma forte melancolia. É uma tristeza profunda causada pelo afastamento da terra natal. Quando estamos nostálgicos, portanto, não estamos apenas com saudade. O sentimento é mais profundo, e nasce de um incômodo pela distância daquilo que consideramos familiar.

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Pesquisas no campo da psicologia tentam entender melhor como a nostalgia afeta os seres humanos. Alguns estudos sugerem que, apesar de estar muito ligada à tristeza, essa emoção costuma ter um efeito positivo. O processo nostálgico começa com a melancolia por algo familiar que não está mais presente, mas resulta em melhoras no humor, bem-estar e otimismo.

Em outras palavras, a nostalgia faz com que as pessoas se sintam bem. Não é à toa, portanto, que ela se tornou um ativo tão importante. Os maiores exemplos estão na cultura pop: uma multidão de revivals e reboots de obras clássicas, cuja razão de ser está puramente no sentimento nostálgico.

Voltando ao assunto do Orkut, os motivos de nossa nostalgia precisam ser questionados. Se o sentimento nasce de um anseio pela terra natal, podemos dizer que essa terra é apenas o Orkut?

Tempos em que a internet era jovem, e nós, jovens na internet

Uma hipótese mais provável é que o Orkut represente uma época. A ele, somam-se outras plataformas que marcaram um certo momento da internet. Conversar pelo MSN, acessar fotologs, ler e descobrir novos blogs; todas essas coisas fizeram parte da vida de milhões de pessoas, junto com o uso diário do Orkut.

Esse terreno familiar é um conjunto de ferramentas que consolidou, para muitos de nós, o que significava a internet. Entrar em contato com outras pessoas e perspectivas, descobrir os elementos que viriam a constituir gostos pessoais duradouros, tudo isso aliado à ausência dos algoritmos e discussões inflamadas que caracterizariam as redes sociais nos anos seguintes. A nostalgia nos convida a olhar para essa internet que tanto amamos — e que não existe mais.

No entanto, precisamos de cuidado para não cair na armadilha da idealização do passado. O Orkut tinha sua leva de comunidades problemáticas, algumas inclusive fazendo apologia ao crime. Muitas das discussões sobre moderação de conteúdo que reverberam atualmente se aplicavam a esse espaço tão amado. Por isso, se o Orkut voltar de alguma maneira, é importante saber desde já: ele não será como antes. Não é possível recriar o passado.

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Golpes no WhatsApp: conheça os 8 tipos mais comuns e saiba se proteger

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Veja os golpes mais comuns no WhatsApp
Unsplash/Mourizal Zativa

Veja os golpes mais comuns no WhatsApp

Os golpes no WhatsApp já se tornaram bastante frequentes, e a cada dia que passa cibercriminosos criam novas formas de enganar os usuários. No Brasil, 43% dos usuários do mensageiro afirmam já ter sofrido tentativa de fraude no aplicativo, de acordo com levantamento do Mobile Time e Opinion Box.

De acordo com a empresa de cibersegurança ESET, a maioria dos golpes que circulam no WhatsApp usam a chamada engenharia social. A técnica é usada para manipular a vítima, fazendo ela acreditar no que o golpista fala.

A seguir, confira as oito fraudes mais comuns no WhatsApp, de acordo com a ESET:

  1. Falso aniversário de uma marca: começa com uma mensagem enviada dizendo que uma marca está celebrando seu aniversário e está oferecendo algum presente ou benefício com um link para que a vítima possa acessar seu prêmio. Mas antes de obtê-lo, deve responder um questionário e, para continuar, é preciso compartilhar a mensagem com uma determinada quantidade de contatos. No entanto, o prêmio nunca se materializa e o usuário é redirecionado para sites que exibem publicidades invasivas. Em alguns casos, as campanhas maliciosas pedem para a vítima baixar aplicativos suspeitos, que geralmente terminam na instalação de algum tipo de adware, um tipo de software maligno que exibe publicidade invasiva e coleta informações da vítima.
  2. Falso auxílio econômico: os golpistas se aproveitam das necessidades econômicas dos cidadãos para enganá-los e roubar seus dados pessoais como nome, data de nascimento, número de documento, nacionalidade, entre outros, utilizando imagem e nome de órgãos governamentais. Além de comercializados em fóruns, esses dados são utilizados por criminosos para a realização de outras fraudes. Esse golpe geralmente começa por uma mensagem sobre um programa de ajuda solidária para determinados setores da população e convidam aqueles que cumprem os requisitos a se inscrever e receber a ajuda. Os usuários devem preencher um formulário, mas estas informações são coletadas por quem está por trás da fraude.
  3. Golpes aleatórios para obter dados pessoais: começa com uma mensagem de um número desconhecido, se passando por uma pessoa que a vítima conhece e que está em outro país com o objetivo de pedir ajuda para um pequeno acidente. Em seguida, o suposto conhecido diz que está voltando para o país e está com problemas com o passaporte e não pôde embarcar no avião, mas que as malas saíram. Então, pergunta se ele poderia recebê-los e, caso a vítima aceite, o golpista pede fotos de seu documento de ambos os lados para fazer o procedimento necessário para que a vítima possa receber as malas inexistentes.
  4. Ferramentas para espionar o WhatsApp: nas tendências de pesquisa do Google, o termo “spy whatsapp” é muito pesquisado, o que mostra um interesse de usuários que procuram uma maneira de espionar as conversas de terceiros. Os golpistas sabem disso e muitos sites de reputação duvidosa prometem soluções de espionagem com o objetivo de coletar informações daqueles que decidem experimentar esses aplicativos, extensões ou serviços online.
  5. Roubo da conta do WhatsApp: a vítima recebe em seu telefone uma mensagem de texto ou via WhatsApp perguntando se ela pode encaminhar o código de seis dígitos que foi enviado por engano para seu telefone. A mensagem pode ser de um contato que perdeu acesso à sua conta ou a partir de um número desconhecido. Se a vítima desprevenida acessar e encaminhar o código que chegou inesperadamente, é provável que perca o controle de sua conta do WhatsApp, se não tiver autenticação de dois fatores habilitada. Outra forma muito frequente que os cibercriminosos usam para roubar contas do WhatsApp é o SIM Swapping, que vai além do WhatsApp e permite o sequestro de outras contas, incluindo credenciais bancárias. Isto ocorre quando os criminosos conseguem enganar a empresa telefônica e obter um chip com o número da vítima, se passando pela pessoa. Dessa forma, eles assumem o controle da linha telefônica e o SMS com o código de verificação chega para o criminoso.
  6. Golpes de phishing do WhatsApp: uma vez que eles ganham acesso, os criminosos usam contas de diferentes maneiras. Por exemplo, se passar pelas vítimas. Para isso, eles geralmente baixam a lista de contatos, a foto do perfil da conta e outras informações relevantes caso queiram criar um perfil falso com outro número. Mas os golpistas também conseguem se comunicar diretamente pela conta roubada com familiares e amigos para solicitar dinheiro para uma suposta emergência ou convencê-los a realizar alguma outra ação. Em golpes mais sofisticados, os criminosos conseguem entender como os dados roubados estão conectados entre os serviços, a partir do acesso de uma conta de e-mail. É dessa forma que eles conseguem realizar o roubo de identidade por meio do WhatsApp.
  7. Atualizações falsas com novos recursos para o WhatsApp: esses golpes referem-se ao lançamento de uma versão do aplicativo com novos recursos. A ESET observou exemplos dessas fraudes convidando a vítima a baixar o WhatsApp rosa e outras cores, como azul ou nomes como o WhatsApp Plus. O WhatsApp rosa, por exemplo, longe de ser uma campanha inofensiva, baixa um Trojan no celular da vítima.
  8. Distribuição de malware via WhatsApp: a ESET analisou malwares que se espalharam pelo aplicativo e tentaram enganar as vítimas para baixar uma aplicação de um site que se passa pelo Google Play. Uma vez instalado o app malicioso, qualquer mensagem que chegasse ao dispositivo da vítima era automaticamente respondida com um texto personalizado, que incluía um link para baixar o aplicativo falso.

Como não cair em golpes no WhatsApp

Apesar de diversos, os golpes usam sempre táticas parecidas para enganar os usuários. Por isso, as dicas para se proteger são sempre as mesmas. “A principal recomendação é aprender a desconfiar”, resume Camilo Gutiérrez Amaya, Chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

“Não clique em nenhum link que receber ou preencha com informações pessoais qualquer formulário que chegue até você. A segunda coisa é ativar a autenticação de dois fatores no WhatsApp e, se possível, usando um aplicativo de autenticação e não SMS. Desta forma, é possível evitar o sequestro de contas. Além disso, é aconselhável ter uma solução de segurança instalada, configurada e atualizada no dispositivo, que permite identificar e bloquear os sites ou arquivos maliciosos geralmente usados neste tipo de fraude”, orienta o especialista.

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Fonte: IG TECNOLOGIA

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