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Estudo identifica quem é mais vulnerável para a Covid longa

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Teste positivo para Covid-19
Reprodução: commons – 06/06/2022

Teste positivo para Covid-19

Entre as muitas faces da pandemia que a ciência ainda busca desvendar está a síndrome da Covid longa – nome dado à persistência de sintomas ligados à doença após o período de infecção. Estimativas sugerem que o quadro afeta de 10% a 30% das pessoas contaminadas pelo Sars-CoV-2, com sintomas como cansaço excessivo, tosse e problemas de memória e concentração.

Nesta semana, a publicação de dois novos estudos deve auxiliar no entendimento do problema. Um deles elenca fatores de risco para desenvolvimento do quadro: entre eles, ser mulher; ter entre 50 e 60 anos; ter asma ou ter obesidade. Já o outro indica uma causa para os impactos relacionados à respiração e à fadiga.

Saiba quem está mais vulnerável Publicado ontem na revista científica Nature Communications, o novo estudo que aponta os grupos mais suscetíveis a desenvolver o quadro chamado de Covid longa é um dos mais amplos já realizados para entender o perfil do paciente. Conduzido por pesquisadores do Reino Unido, o trabalho analisou dez estudos populacionais, além de dados de 1,1 milhão de britânicos diagnosticados com Covid-19 disponíveis em registros eletrônicos.

Os pesquisadores constataram que a proporção de pessoas que tiveram Covid-19 e ainda se queixavam de sintomas por ao menos 12 semanas após a infecção ficou entre 7,8% e 17%, enquanto de 1,2% a 4,8% contaram ter sinais “debilitantes”. Além disso, a incidência da síndrome em pessoas da faixa dos 60 anos, em comparação aos de 20 anos, foi quatro vezes maior.

Os cientistas da University College London concluíram que os grupos mais afetados pela síndrome são:

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Mulheres; Pessoas entre 50 e 60 anos; Pessoas com saúde mental ou física fragilizada antes da pandemia; Pessoas com asma; Pessoas obesas.

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido (ONS), cerca de dois milhões de britânicos foram afetados pela Covid longa. A maior incidência entre mulheres já foi alvo de outros trabalhos, inclusive sobre a síndrome em crianças e adolescentes.

Um deles, publicado na revista científica Current Medical Research and Opinion levantou a hipótese de que o risco maior pode estar associado a mudanças no sistema imunológico.

“As diferenças na função do sistema imunológico entre mulheres e homens podem ser um importante fator de diferenças sexuais na Covid longa. As mulheres montam respostas imunes inatas e adaptativas mais rápidas e robustas, que podem protegê-las da infecção inicial e da gravidade. No entanto, essa mesma diferença pode tornar o sexo feminino mais vulnerável a doenças autoimunes prolongadas “, escreveram os cientistas no estudo.

Causa para sintomas respiratórios e fadiga No Canadá, pesquisadores da Western University conduziram o maior estudo envolvendo imagens de ressonância magnética do pulmão sobre a Covid longa e descobriram uma causa para problemas respiratórios e fadiga persistente.

Para isso, os participantes do trabalho inalaram gás xenônio polarizado enquanto estavam dentro da máquina, uma técnica que ajuda a realçar os resultados do exame. Com isso, os cientistas conseguiram observar em tempo real a função dos até 500 milhões de sacos alveolares presentes no órgão, que são responsáveis ​​por fornecer oxigênio ao sangue.

Durante o processo, eles identificaram pela primeira vez anormalidades microscópicas que afetam a forma pela qual o oxigênio é passado do pulmão para as hemácias – células sanguíneas também chamadas de glóbulos vermelhos que transportam o oxigênio pelo corpo.

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“O que vimos na ressonância magnética foi que a transição do oxigênio para os glóbulos vermelhos estava deprimida nesses pacientes sintomáticos que tiveram Covid-19 anteriormente, em comparação com voluntários saudáveis”, explica a professora Grace Parraga, pesquisadora de imagem pulmonar da Faculdade de Medicina da Universidade Western, em comunicado.

O estudo, publicado na revista científica Radiology, envolveu ainda outros exames de tomografia computadorizada, que apontaram para um “aparamento anormal” da árvore respiratória, indicando um impacto nos minúsculos vasos sanguíneos que levam as hemácias até os alvéolos para serem oxigenados. E esses impactos foram observados mesmo naqueles que tiveram infecções leves da doença.

“Para aqueles que apresentam os sintomas pós-Covid, mesmo que não tenham tido uma infecção grave para serem hospitalizados, estamos vendo essa anormalidade na troca de oxigênio através da membrana alveolar para os glóbulos vermelhos”, afirma Parraga.

Os participantes recrutados para a pesquisa relatavam falta de ar persistente por mais de seis semanas após a infecção, alguns chegando a um período de 35 semanas com os sinais. A dificuldade na oxigenação causada pela Covid-19 pode ser uma das causas para a fadiga excessiva associada à doença, apontam os pesquisadores.

Fonte: IG SAÚDE

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Rio lança pacto para combate à mortalidade por tuberculose

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Um pacto para o enfrentamento à tuberculose no estado do Rio de Janeiro foi lançado nesta terça-feira (16) com a assinatura de um conjunto de ações de combate à doença que envolverá 92 municípios fluminenses nos próximos cinco anos. O Rio de Janeiro é o primeiro estado do país em taxa de mortalidade por tuberculose e o segundo com maior taxa de incidência de casos. 

Os dados sobre abandono de tratamento também são altos: cerca de 19% dos pacientes pararam de tomar os medicamentos antes do período indicado de seis meses em 2020. O conjunto de medidas visa reduzir a incidência e a mortalidade pela doença.
 
“Estamos garantindo recursos na ordem de R$ 246,3 milhões para os próximos cinco anos, ou seja, investimento a médio e a longo prazo, independentemente do gestor. Com isso, vamos aumentar a cura, o tratamento, a testagem e intensificar a atenção ao abandono. Esses recursos foram destinados pela Alerj [Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro] e se somam à verba que a secretaria já investe anualmente”, disse o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

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O Plano de Fortalecimento das Ações de Controle à Tuberculose no Estado Rio de Janeiro tem como proposta ampliar e potencializar as ações de combate à doença. Os parceiros no projeto são a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que, por meio de cooperação técnica, será a responsável por administrar os recursos; os municípios, que colocarão os projetos em prática, e o Ministério da Saúde.

De acordo com o representante da Opas, Kleidson Andrade, a tuberculose acomete 10 milhões de pessoas no mundo, provocando 1,5 milhão mortes por ano. Para ele, o Plano de Fortalecimento de Controle à Tuberculose é um momento ímpar na história do estado.

“O Brasil registra um terço dos casos da doença nas Américas e a incidência no estado do Rio de Janeiro é alarmante. O pacto de enfrentamento à tuberculose une forças e armas contra a enfermidade. A Opas apoia a Secretária de Saúde na condução dessas ações, além de colaborar na execução e no gerenciamento de programas”, explicou.

Reforço alimentar

A coordenadora geral de Doenças Respiratórias do Ministério da Saúde, Patrícia Bartholomai, acredita que o reforço alimentar para os pacientes em tratamento e o aumento na realização dos diagnósticos melhorem os indicadores.

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“O projeto está em seu momento de estruturação para poder avançar com consistência nos próximos anos. Acredito que o suporte social vai poder fazer a diferença e melhorar os dados de cura da tuberculose”, disse a representante do ministério.

Dados no estado

Em 2021, o estado do Rio de Janeiro notificou 16.099 casos de tuberculose de todas as formas, sendo 12.986 de novos casos. A taxa de incidência foi de mais de 74 casos por 100 mil habitantes. Em 2020, foram 11.623 novas ocorrências da doença.

Atualmente, o Rio de Janeiro ocupa a segunda posição no ranking nacional de incidência de tuberculose, sendo o primeiro em mortalidade por essa causa. Ao longo dos anos, o número de óbitos por tuberculose tem aumentado. Em 2019, foram 659 mortes. Em 2020, 765 óbitos, e 876, em 2021.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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