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Doria recua e espera pressão por aprovação cair sobre Tebet

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João Doria, pré-candidato a presidente da República
Valter Campanato/Agência Brasil – 22/10/2019

João Doria, pré-candidato a presidente da República

Isolado após PSDB, MDB e Cidadania escolherem a senadora Simone Tebet (MSB-MS) como virtual pré-candidata a presidente da terceira via , o ex-governador João Doria (SP) deve fazer um recuo estratégico nas próximas semanas. A informação circula entre aliados do paulista sob o argumento de que é hora de submergir e jogar pressão sobre Tebet, cuja pré-candidatura, assim como a de Doria, também enfrenta questionamentos no seu próprio partido.

Segundo pessoas próximas ao ex-governador, a aposta é que Tebet , desconhecida da maior parte do eleitorado, terá dificuldade de se viabilizar antes do fim de agosto, quando começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. Até agora, a senadora não passou de 1% nas pesquisas de opinião, enquanto Doria aparece com 3%, segundo o último levantamento do Datafolha.

Além disso, Tebet precisa vencer obstáculos no MDB. No Nordeste, uma ala de líderes emedebistas defende a retirada da candidatura própria da sigla e quer apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em outras regiões, como Norte, Centro-Oeste e Sul, há lideranças que preferem o presidente Jair Bolsonaro. Ainda assim, aliados de Tebet sustentam que a senadora tem o apoio da maioria dos diretórios estaduais. A ala pró-Doria, no entanto, contesta essa tese e acredita que ela não terá o aval do seu partido.

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Poucos aliados

Inicialmente, Doria havia ameaçado recorrer à Justiça Eleitoral para cobrar respeito às prévias presidenciais do PSDB, garantindo sua candidatura ao Planalto . No entanto, esse movimento perdeu força no entorno do paulista. Ele admite que, embora tenha sido escolhido pela militância nas prévias, hoje não recebe mais apoio da cúpula tucana, tampouco dos pré-candidatos a deputado, senador e a governos estaduais.

Até mesmo o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, se desvinculou do antecessor em razão de avaliar que pode ser atrapalhado por sua rejeição nas pesquisas. Aliados avaliam que a carta de Doria enviada, junto com seu advogado, ao presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, foi um erro e que uma eventual judicialização só deveria ser cogitada mais perto da convenção nacional tucana, que deve ocorrer entre julho e agosto.

O cenário de questionamento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia ocorrer caso o PSDB decidisse fechar apoio a uma aliança com Tebet na cabeça de chapa ou optasse por lançar outro nome tucano, como o ex-governador Eduardo Leite (RS) ou senador Tasso Jereissati (CE).

Os advogados de Doria se valem de um artigo no estatuto tucano que garante homologação da candidatura, na convenção nacional, ao vencedor das prévias presidenciais. A direção do partido contesta e diz que a convenção tem autonomia e que uma aliança partidária estaria acima das primárias.

Outro ponto que anima o grupo de Doria é a ala tucana que rejeita o apoio ao MDB e a possibilidade de ficar sem candidatura própria. Desde sua fundação, o partido nunca deixou de lançar candidato a presidente. Esse movimento é visto como uma quebra de tradição e uma espécie de confissão de que a sigla perdeu de vez a relevância. Nesse sentido, caso o debate a favor de uma candidatura própria volte a ganhar força entre os tucanos, Doria poderia reapresentar sua candidatura com mais força.

Pessoas próximas a Doria já admitem preferir que o PSDB apoie outro nome da sigla a escolher pelo MDB de Tebet. Nesse cenário, Doria tem dito que descarta concorrer ao Senado ou a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

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Castro acelera agenda de obras dias antes de proibição eleitoral

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Governador Cláudio Castro tentou agilizar obras dias antes do veto da lei eleitoral
Reprodução: Commons – 10/05/2022

Governador Cláudio Castro tentou agilizar obras dias antes do veto da lei eleitoral

Às vésperas do veto da Justiça Eleitoral a participação de candidatos em inaugurações de obras e projetos públicos, data estabelecida ontem, a três meses das eleições, o governador Cláudio Castro (PL) intensificou a sua agenda para manter o capital político. Nas últimas semanas, ele participou do lançamento de obras habitacionais, inaugurou campos de futebol e fez questão de estar presente na entrega de leitos hospitalares, em compromissos espalhados pelo estado.

Correndo contra o tempo, Castro participou de 18 agendas em apenas uma semana. Em algumas delas, esteve ao lado de ex-secretários pré-candidatos, que apesar de não comandarem mais as pastas, referendam projetos como se ainda ocupassem os postos.

No dia 24, por exemplo, em pouco mais de 12 horas, Castro esteve presente no marco inicial das obras de reforma do Conjunto Habitacional do Jacarezinho, na Zona Norte, e correu para a Zona Oeste, onde participou de inaugurações de bases do Samu, em Campo Grande e em Bangu. Na mesma tarde, também bateu ponto em abertura de unidades hospitalares em Ricardo de Albuquerque e no Centro.

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Sem perder tempo, mandou-se para a Baixada Fluminense. Lá, entregou aparelhos auditivos em Duque de Caxias. Antes que o sol caísse, foi a Padre Miguel, na Zona Oeste, onde concedeu termos de posse aos moradores do local.

Campos de futebol 

Mas nem só de entregas de obras e serviços essenciais se fez a agenda do governador: no último domingo, ele peregrinou por bairros da capital como Realengo, Anchieta e Campo Grande para inaugurar campos de futebol. Ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PTB) e do ex-secretário de Esportes do Rio Gutemberg da Fonseca (PL) — ambos também pré-candidatos nas eleições deste ano —, participou de uma sessão de fotos e ressaltou a importância da entrega.

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A despeito da roupa social que vestia, o governador foi para baixo das traves e tentou agarrar pênaltis batidos pelos presentes. Se o desempenho sob as balizas não foi dos melhores, ao menos colecionou aplausos ao prometer mais entregas do tipo para a região.

“Esse é mais que o lançamento de um campo. É o lançamento de um projeto. Vamos reformar 70 campos de futebol, todos dentro de comunidades, para que possamos retomar o esporte como importante instrumento de inclusão social, de integração e socialização das famílias”, prometeu.

Pedra fundamental 

Na quarta-feira passada, Castro participou de rápidas atividades de início de obras em Manguinhos e Inhaúma, ao lado do ex-secretário de Obras Max Lemos, que se candidatará novamente neste ano; na quinta, Castro almoçou junto dos que participaram da inauguração do Restaurante do Povo em Belford Roxo. No município, ele ainda lançou a pedra fundamental do hospital oncológico.

Desde ontem, a legislação eleitoral também proíbe a distribuição gratuita de bens e serviços custeados ou sancionados pelo poder público.

Fonte: IG Política

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